Os bodes da Previdência – 1

A imagem aí de cima é o primeiro “bode” da Previdência, o do valor das pensões (viuvez, orfandade de menor ou de incapaz) que só pode ter saído da cabeça de um tecnocrata desprovido de humanidade.

Pensão integral só para quem tem uma penca de dependentes, cinco ou mais, ou no caso de morte  por acidente de trabalho ou doença laboral.

Se o sujeito que ganha R$ 2 mil morrer esmagado por uma máquina, a mulher e o filho ganham R$ 2 mil.

Mas se morrer de câncer, viúva e menino recebem R$ 1.400, 70% do benefício.

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10 respostas

  1. Nenhuma reforma da previdência vai ter validade, se não for feita com a participação de TODOS os setores envolvidos da sociedade.
    Não tem o menor cabimento uma reforma que terá impacto brutal em TODA a sociedade ser elaborada apenas por pessoas ligadas à área econômica.

    1. Mas vai passar. Se passou na Argentina, onde o povo lutou com a coragem de um Leão, imagine aqui que as pessoas estão aplaudindo. Aqui, ainda não caiu a ficha. Se não for aprovada será por milagre.

    2. É bem possível que os impactos sociais de uma reforma vista só sob o aspecto financeiro acabe trazendo mais prejuízos do que vantagens para a sociedade como um todo.

      1. Com certeza. O nosso INSS, apesar de seus desajustes e problemas, é elogiado em varios países desenvolvidos como um modelo importante de proteção social. Cria uma rede de amparo que não existiria de outra forma. E é sim um meio relevante de poupança previdenciária. Mas a ganância dos bancos e seguradoras, ávidos para serem os únicos fornecedores de previdência, e os governos canalhas, submissos à vontade do mercado, levará o Brasil a destruir um sistema único no mundo. Seria preciso apenas fazer alguns ajustes e aperfeiçoamentos na nossa previdência pública, jamais destrui-la como estão querendo.

  2. Num país onde o PRIMEIRO governo da história que NÃO deixou dívidas com o FMI e ainda deixou US$ 380 bilhões de reservas é acusado de ter quebrado o país, tudo é possível. Os zumbis vão achar que é tudo necessário.

  3. Esse assunto das pensões por morte envolve um debate absurdo.Teria que ser compatível com o tempo de contribuição do falecido e idade de quem fica. Escalonada de modo racional e integral para todos os que ficam a partir de uma certo período de contribuição. Afinal, a viúva ou o viúvo, independente de ter filhos menores ou não, também participou daquele esforço conjunto de poupança previdenciária ao longo da vida do casal.

  4. Precisamos criar meios de inibir efetivamente a sonegação previdenciaria; receber os ativos já sonegados; acabar com quaisquer privilégios ou isenções às empresas envolvendo a previdência; acabar com a corrupção dos fiscais; descobrir e perseguir os fraudadores de diversos naipes; igualar os regimes de todo tipo de servidor publico, incluindo judiciário, militares, etc, talvez até aumentar transitoriamente o cofins do mercado financeiro e criar um mecanismo que impeça os governantes de usar o dinheiro da previdência em outras áreas. Como disse um comentarista por aqui, feito isso não precisa fazer mais nada.

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