“Pacote” de Guedes erra no essencial: não protege o emprego

Os diferimentos (adiamentos) fiscais e as liberações de recursos anunciados por Paulo Guedes não são, em si, ruins.

É óbvio que mais dinheiro em circulação – embora a maior parte seja de adiantamentos que, lá na frente, serão subtraídos da economia – ajuda a enfrentar a crise.

Dos pomposos R$ 147 bilhões do pacote, R$ 57, 3 bi correspondem à antecipação de recursos que já seriam despendidos ao longo do ano.

Outros R$ 52 bilhões referem-se a pagamentos que serão postergados: o recolhimento do FGTS sobre a folha e a parcela federal no recolhimento do Simples.

São, portanto, R$ 110 bilhões sem nenhum impacto fiscal. É apenas prestidigitação contábil.

Do resto, parte é barretada com chapéu alheio (corte nas contribuições do Sistema “S”) e no reforço orçamentário do Bolsa Família, que está com um milhão de benefícios retidos.

Não há nenhuma condicionante à manutenção do emprego.

Nada sobre uma estabilidade temporária e nem sequer um plus de ônus a quem mandar embora durante a crise e contratar, mais barato, depois que ela passar.

Nenhum tipo de socorro ao trabalhador informal, ao menos que fosse nas duas contribuições como autônomo.

Nada no que pudesse significar a retomada de obra e investimentos que gerem empregos que compensem os que, inevitavelmente, vão se perder, porque é isso o que vai acontecer com quem ficar às moscas ou tiver de fechar.

O pacote é obra do que o jornalista Luís Nassif chama de “cabeças de planilha” e é um wishful thinking contábil, que supõe que o empresário manterá empregos por receber desoneração – temporária, neste caso – de impostos.

Este filme assistimos não faz muito e o final não é feliz.

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14 respostas

  1. OMS pede testes em massa e isolamento, e alerta para mortes de crianças por coronavírus..
    https://oglobo.globo.com/sociedade/oms-pede-testes-em-massa-isolamento-alerta-para-mortes-de-criancas-por-coronavirus-24307901
    “Tedros ressaltou que a escalada dos casos e mortes pelo mundo justifica a adoção de medidas de distanciamento social (fechamento de escolas, trabalho remoto e suspensão de eventos, entre outros), mas que a OMS afirma que testes em larga escala para cada caso suspeito ainda são a melhor alternativa para conter a disseminação do vírus. O diretor-geral frisou a necessidade de testar todos os casos suspeitos.

    — Teste, teste, teste. Teste todo caso suspeito. Se for positivo, isole e descubra de quem ele esteve próximo. Não se consegue combater um incêndio com os olhos vendados. Você não consegue parar essa pandemia se não souber quem está infectado

      1. Força a subnotificação, e depois empurra pro gado o capim de que aqui foi só uma gripezinha.

  2. kkkkk Chama-se Pacote Engana Otário.
    O desgoverno não está entrando com nenhum centavo, é tudo feito com dinheiro do próprio trabalhador.
    O Tchutchuca se acha o mestre dos espertos,mas não engana ninguém com seu papo furado e primitivo.

  3. Somente o horror das duas Grandes Guerras e de tantas outras pequenas guerras paralelas que se desenrolaram em torno delas fez nascer senão o valor pelo menos a necessidade de paz no mundo (paz que foi logo depois, pouco a pouco e paulatinamente sendo esquecida). Talvez agora – por favor, me permitam esse último otimismo, quase budista – o horror da destruição econômica que vamos assistir possa fazer renascer final e definitivamente no mundo o valor e a necessidade da cooperação, da coordenação, da ajuda e da importância da noção de INTERESSE GERAL, BEM COMUM e SOCIEDADE no mundo.

    Chegamos onde estamos chegando basicamente porque uma ideia vem se concretizando ao longo dos últimos 50 anos, uma ideia nada original, de economistas nada originais, e que uma dama e leitora ligeira sintetizou da seguinte maneira em uma simples frase, com aquela certeza que só os ignorantes podem ter:

    Não existe essa coisa de SOCIEDADE, o que há e sempre haverá são INDIVÍDUOS.

    E assim começou o que podemos chamar de CONTRA REVOLUÇÃO NEOLIBERAL, isto é, não só e a ideia de que o MERCADO é o Paraíso do INDIVÍDUO (ou “o éden dos direitos naturais do homem” como disse um pensador crítico) e de que o MERCADO é o único mecanismo eficiente de regulação social e, para completar essa nossa tragédia e pior de tudo, botaram em movimento o plano, o objetivo, de fazer com que essas IDEIAS se tornassem REALIDADE e POLÍTICA DE ESTADO.

    Ou botamos fim naquilo que se convencionou chamar de “anarquia da produção” e mais ainda, da anarquia da valorização, do dinheiro como meio e como fim, ou vamos destruir não só as sociedades, a natureza mas ironicamente e finalmente os INDIVÍDUOS. Aquela ideia tem que ser urgentemente substituída pela ideia da necessidade e do valor da cooperação, da coordenação, da ajuda e da importância da noção de INTERESSE GERAL, BEM COMUM e SOCIEDADE, como fim e como meio, únicos capaz de propor uma alternativa a disjuntiva cada vez mais presente entre CIVILIZAÇÃO e BARBÁRIE.

  4. Guedismos à parte, o senhor Ciro Gomes apresenta no Roda Morta mais um sarau de ingenuidade. Ciro Gomes não tem o direito de ser ingênuo. A ingenuidade lhe cassa todo o reconhecimento que possa ter com sua coragem e seu talento político. Se fosse ele, Ciro, e não o Lula, aquele que ameaçasse o projeto de poder da direita e da extrema direita, já lhe tinham pendurado ao pescoço dezenas de “pilantragens” tipo triplex, sítios e apartamentos. E ele talvez não suportasse ficar preso a alegar inocência.

  5. Somente o horror das duas Grandes Guerras e de tantas outras pequenas guerras paralelas que se desenrolaram em torno delas fez nascer senão o valor pelo menos a necessidade de paz no mundo (paz que foi logo depois, pouco a pouco e paulatinamente sendo esquecida). Talvez agora – por favor, me permitam esse último otimismo, quase budista – o horror da destruição econômica que vamos assistir possa fazer renascer final e definitivamente no mundo o valor e a necessidade da cooperação, da coordenação, da ajuda e da importância da noção de INTERESSE GERAL, BEM COMUM e SOCIEDADE no mundo.

    Chegamos onde estamos chegando basicamente porque uma ideia vem se concretizando ao longo dos últimos 50 anos, uma ideia nada original, de economistas nada originais, e que uma dama e leitora ligeira sintetizou da seguinte maneira em uma simples frase, com aquela certeza que só os ignorantes podem ter:

    Não existe essa coisa de SOCIEDADE, o que há e sempre haverá são INDIVÍDUOS.

    E assim começou o que podemos chamar de CONTRA REVOLUÇÃO NEOLIBERAL, isto é, não só e a ideia de que o MERCADO é o Paraíso do INDIVÍDUO (ou “o éden dos direitos naturais do homem” como disse um pensador crítico) e de que o MERCADO é o único mecanismo eficiente de regulação social e, para completar essa nossa tragédia e pior de tudo, botaram em movimento o plano, o objetivo, de fazer com que essas IDEIAS se tornassem REALIDADE e POLÍTICA DE ESTADO.

    Ou botamos fim naquilo que se convencionou chamar de “anarquia da produção” e mais ainda, da anarquia da valorização, do dinheiro como meio e como fim, ou vamos destruir não só as sociedades, a natureza mas ironicamente e finalmente os INDIVÍDUOS. Estas ideias tem que ser urgentemente substituídas pela ideia da necessidade e do valor da cooperação, da coordenação, da ajuda e da importância da noção de INTERESSE GERAL, BEM COMUM e SOCIEDADE, como fim e como meio, únicos capaz de propor uma alternativa a disjuntiva cada vez mais presente entre CIVILIZAÇÃO e BARBÁRIE.

    ps: Os meninos e meninas da Faria Lima e do Leblon e seus chefes, junto com a Grande Imprensa, são os principais responsáveis pelo envenenamento da opinião pública com falsas informações, ilusões pretensiosas e mentiras deslavadas, que contribuíram para a destruição econômica e institucional do país e por essa verdadeira desgraça que se abateu sobre nós que é o atual desgoverno (um governo “market friendly”, “pro business”, “pro reformas”, “virtuoso”, como eles diziam e queriam, feito a imagem e semelhança deles mesmos). Simplesmente não sabem como resolver os problemas que em boa parte geraram e não estão a altura dos acontecimentos, é o mínimo que se pode dizer dessa gente.

    1. Por outro lado, num belo dia uma raça dominante e inteligente, com capacidade de criar objetos,artefatos ,ferramentas e máquinas, e era de natureza herbívora/ frugívera, resolveu provar a carne de seus irmãos irracionais, e gostou e continuou comendo cada vez mais ,mesmo ela causando em si e no planeta, todo o tipo de doença que não deveria existir.
      Essa raça somos nós, e agora surgiu uma doença com potencial de matar a todos, casualmente aparecida no paciente zero, bem ao lado de um mercado de carnes, onde se compra até morcego para fazer sopa.
      Essa comilança subvertida ,agora está matando a todos, os comidos, os comedores e o planeta.
      Se não pararmos agora com essa insanidade, mesmo com o alerta e o aviso do Covid-19, o próximo Covid-20 terá a potência maximizada em 1000 vezes.
      Ele ainda vai demorar alguns anos , tempo no qual traçaremos nosso destino.

    2. E, pior ainda, os representantes maiúsculos e minúsculos deste museu de grandes novidades distorceram os avanços tecnológicos criados para aumentar a conexão humana, transformando-os no maior amplificador de vozes dos idiotas de aldeia que poderíamos imaginar. Com o agravante de gerar um ruído de fundo onipresente e tão alto que abafa qualquer tentativa de chamado à razão. A máxima antisocial thatcheriana já dava a pista: entre a civilização e a barbárie, os novos hunos fizeram sua escolha. Muitos deles iludidos com o equívoco de achar que, criando um mundo de néscios, reinariam onipotentes, detentores que são de um olho na terra de cegos. Só esquecem que reinar sobre as cinzas de uma terra devastada não significa mais nada…

  6. Se tivéssemos um governo respeitável com uma reserva cambial poderia alavancar muitas obras paradas, gerando milhares de emprego e bem estar da população. Mas, o Governo do Bozó x Guedes nós parece que não sabem u que estão fazendo. É tudo no vai da valsa. É como se o cidadão tivesse adiado a caída num principio,
    Mito, Mito, Mito.
    Cambada de débeis mentais pagos com dinheiro público.

  7. Aquela ideia do Suplicy tinha que ser instaurada agora! Um renda mínima universal para todos pelo período de um ano. E fazer como na França isentar contas de água luz e gás de todos. E nós precisaremos ser solidários.

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