Pesquisa mostra que Pazuello é quem desgasta o Exército

Pesquisa Vox Populi divulgada hoje – mas realizada no final de junho e nos primeiros dias de julho – dá inteira razão ao que disse o ministro Gilmar Mendes sobre o imenso desgaste que a militarização do Ministério da Saúde está trazendo à imagem das Forças Armadas.

Não são só os 82% que consideram que colocar o general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde não foi uma boa solução, nem os dois entre três brasileiros que os militares devem ficar fora do governo e não se envolverem em política.

A credibilidade das Forças Armadas, que sempre foi muito alta, dá sinais de ter sido atingida. A parcela da população que não confia nelas é de 31%, quase o dobro da que o Datafolha registrava no ano passado, em setembro. Na pesquisa de agora, além dos 18% que não confiam, outros 49% tem algum grau de desconfiança (32% confiam “mais oi menos” e 17%, “pouco).

A fala de Gilmar Mendes, que jamais poderia ser considerado um “antimilitarista”, deveria ser vista pelos militares como um alerta, não como uma ofensa.

Trinta anos de disciplina e esforço de pacificação dos militares desde o fim da ditadura e dos tempo de “chama o Leônidas” que ainda assombrava no Governo Sarney estão sendo jogados fora.

Abaixo, a íntegra da pesquisa Vox, que tem muitos dados, ainda, sobre a aprovação/rejeição do governo Bolsonaro, estes nos mesmo níveis que outros levantamentos vêm registrando: metade da população o considera ruim ou péssimo.

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

13 respostas

    1. Militar realmente não escuta civil porém eles precisam ter a opinião pública a seu lado. Eles se fiam naquela avaliação de que a instituição mais acreditada é a deles. Nunca me fizeram essa pergunta (nem a ninguém que eu conheça) mas a pesquisa corre por aí como verdade. Agora que chegaram novamente à ribalta, quando o povo disser que são incompetentes e traem o país, eles se aborrecerão fácil.

  1. Não é só o pazuelo. O que marcou é que a atuação do governo na saúde é um desastre causando genocídio, como disse o Gilmar.
    Mas e o resto? E a destruição na meio ambiente, onde o mourão?, na economia, na educação, nas relações exteriores. São todos inaceitáveis por qualquer análise. Nada, nada foi positivo, nada não deixou de ser negativo.
    E a “desclassificante reunião ministerial” onde os militares, únicos adultos presentes, nem reagiram às barbaridades do bolsonaro e ainda levaram um bronca grosseira do guedes?
    Eles não conheciam o bolsonaro????

      1. Eles até podem ter criado o Bolso, mas quem o lançou para o estrelato foi o New York Times, quando repercutiu aquela entrevista famosa em que ele disse que ia escalpelar o Fernando Henrique, provocar uma guerra civil e fechar o Congresso. Aquilo deixou os golpistas de todo o planeta com água na boca.

      2. Eles até podem ter criado o Bolso, mas quem o lançou para o estrelato foi o New York Times, quando repercutiu aquela entrevista famosa em que ele disse que ia escalpelar o Fernando Henrique, provocar uma guerra civil e fechar o Congresso. Aquilo deixou os golpistas de todo o planeta com água na boca.

  2. O que é estranho, e por demais lamentável, é que ainda haja cidadão que acredite nas forças armadas. Só muita ingenuidade, mais provavelmente supina estupidez, pode explicar isso.

  3. Eu era um daqueles que, desde o retorno do país a “normalidade” democrática (melhor e mais correcto seria dizer excepcionalidad democrática), elogiava o comportamento profissional dos militares e das Forças Armadas e que enxergava nas declarações extemporâneas e foras de lugar de uns poucos militares – normalmente na reserva – saudosistas daqueles “anos de chumbo” (claro, para, o nosso “bando” como dizem ainda hoje os espanhóis) como as exceções de sempre que confirmariam a superação de um passado vergonhoso que havia sido definitivamente enterrado. Ledo engano. Me preocupava é claro com o rumo ( ou a falta dele) das políticas de segurança pública e com as cúpulas e as bases policías militares e civis, a permanência dos velhos métodos de sempre e o poder de infiltração cada vez maior do crime organizado. Mas das chamadas Forças Militares não esperava esse “retorno” desastroso e vergonhoso. Pensando bem seria realmente um milagre que elas não fossem contaminadas ou fossem imunes a esse veneno golpista tão civil em suas cores e métodos.

    1. Curiosamente, embora concorde que seria difícil as FFAA se tornarem imunes às tentações autoritárias, haveria um modo relativamente simples de viabilizar uma imunização. Bastaria valorizar os integrantes e ações ligados ao real exercício do que fazem de melhor — não falo de ações bélicas, visto nunca terem sido testados em guerras nos últimos 150 nos — que são derivadas do indiscutível know how angariado em ações públicas de socorro, tais como o resgate nos naufrágios pela Marinha ou salvamento aéreo do Salvaero da Aeronáutica, ou ações de suporte desprezadas pelos meios privados, como do batalhão de engenharia e logística do Exército em ações de apoio em território nacional inóspito. Mas, atenção, eu falei que seria simples, não que seria fácil. Tal valorização implicaria em uma mudança visceral na doutrinação castrense vigente, que valoriza mais os aspectos ideológicos antiesquerdistas e uma idealização fabular do papel militar na sociedade e nas esferas de poder, em detrimento de tais realizações concretas que realmente falariam positivamente a todos.
      Logicamente, os privilegiados da condição atual, oficiais de muito sobrenome e pouco mérito, jamais aceitariam tranquilamente tal mudança de rumos que os destronaria, e às corporações as quais pertencem, de uma impostura que lhes aufere um prestígio que jamais mereceriam por outros argumentos. Haveria decerto muita resistência. Mas penso que tal mudança deveria estar na ordem do dia de qualquer retomada democrática, sob pena de nunca conseguirmos nos livrar efetivamente dos entulhos autoritários enquanto ela não acontecer. Se é possível que ela ocorra não sei, mas que vale a pena tentar, não tenho dúvidas. Se não pelo que obteríamos, incontestavelmente pelo que evitaríamos. Saudações!

  4. Eles (alguns deles) se acham tão acima?
    Imagino a como reagiriam se um governo civil colocasse (quisesse colocar) um profissional de outra área (um filósofo, médico, odontólogo, ou etc.) no comando do exército se o Brasil fosse invadido por outro país.Que é o que está acontecendo: uma crise de saúde (PANDEMIA) e querem que um militar que não respeita a farda assuma a direção do combate.

  5. Só ?
    Desde que um certo “aldeias agradáveis” tratou de intimidar o STF, as coisas desandaram muito.

  6. Mas, se não fosse o Pazuelo quem seria? Este General Pazuelo é Ministro interino da Saúde é porque, duvido que algum médico de renome quisesse receitar Cloroquina. Então não tu então vai tu mesmo, Agora as Forças Armadas querem jogar a Culpa no colo deste General Pazuelo! Qual médico que queria ou quer se arriscar a ser processado e preso por induzirem os pacientes a tomar Cloroquina?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.