Pesquisa mostra queda de renda e endividamento das famílias

Inflação alta e desemprego que não baixa são as razões para que a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apesar das interpretações daquele recorrente “agora a coisa vai”, mostram que o povo brasileiro não sente a tão falada “recuperação da economia.

O índice de intenção de compra ficou em 67,5 pontos em junho , o nível mais baixo desde agosto de 2020, quando atingiu 66,2 pontos e o menor para o mês desde que se iniciou a pesquisa. 100 pontos é o nível considerado de satisfação e, acima isso, otimismo.

Isso porque, apesar de desejar consumir, o brasileiro está endividado (70% das famílias com dívidas), rolando os débitos no cartão de crédito (82%), percebendo uma renda igual (39%) ou pior (43%) e registrando menor acesso ao crédito (43%).

Os números mostram o que várias pesquisas já registraram: aumenta a desigualdade: o índice de consumo das famílias com renda superior a 10 salários mínimos subiu, em um ano, 7%. Os com renta menor que R$ 11 mil, tombou 5,2% em um ano.

Mais injustiça e concentração de renda num país como o Brasil, campeão nestas modalidades, não e preciso dizer que são insustentáveis.

Por mais foguetes que soltem o mercado e o governo, isso só pode dar chabu.

 

 

 

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