Pocilgagate, o Watergate de Bolsonaro

Os trechos da transcrição parcial feita pela Advocacia Geral da União são, é claro, uma seleta favorável a Bolsonaro, em tese.

Em tese, porque é tal a imundície dos “melhores momentos” do presidente no “bundalelê” da reunião ministerial que levou à demissão de Sergio Moro, que nada ajuda o porco que ocupa a presidência da Nação.

Porque é isso o que se apresenta, mesmo na versão “oficial” e amenizada das falas presidenciais.

É um verdadeiro “Pocilgagate”, não o Watergate que derrubou Richard Nixon.

Porque tudo é lama, inclusive as referências a filhas que engravidam e filhos que “enchem os cornos de drogas”.

Sobretudo, o nível em que os assuntos de Estado são tratados numa reunião de 30 pessoas, o que equivale a conversar na calçada do bar.

Pouco importa, já, se Bolsonaro pressionou por mudanças na Polícia Federal, algo cuja razão, até agora, vem sendo escondido.

O fato é que estamos sendo presididos por um homem absolutamente tosco e primitivo, invasivo ao extremo, adepto até da espionagem doméstica.

Sua natureza é incompatível com os poderes presidenciais, mesmo dentro de regras republicanas, porque estas impõe, a cada poder, limites de ação.

Não o de as julgar se querem “f…” alguém de sua família. Ou se, ao contrário, se servem para ele “f…” alguém, coisas em que há distância mínima.

Não há ninguém, do Moro que se foi aos ministros – inclusive os generais – que ficaram, gaguejando desculpas, para a sua festa de lama.

A distância deste governo é uma providência sanitária.

Ele tem que ser isolado e exterminado. Se não são capazes de ter mínimos modos ao falar, não os têm ao agir.

Não é mais uma mera questão ideológica, é uma questão sanitária.

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11 respostas

  1. “Não é mais uma mera questão ideológica, é uma questão sanitária.” Para mim, é uma questão de sanidade mental. Precisamos de alguma normalidade, de sensatez, de prudência, de coerência…. A realidade com a pandemia é duríssima, mas com este desgoverno passa a ser enlouquecedora.

  2. Quando a gente lembra das Reuniões com Tereza Campello, Marco Aurélio Garcia, Thomaz Bastos, Dilma Rousseff, Celso Amorim, José Dirceu, Gil, Mantega, Graziano, Benedita, J. Wagner …

  3. Boa noite Fernando. Está impossível ler seu blog no celular. Tudo o que aparece quando clicamos no post é uma tela com duas propagandas preenchendo toda a tela, e nada do seu texto

  4. Uma reunião ministerial é um acontecimento de caráter público e tudo o que nela acontecer deve ser de integral conhecimento público. Não é como uma reunião qualquer em sala reservada de fundos de botequim, que se passa em ambiente solto de íntima camaradagem, rigorosamente proibida a quem não é daquela confraria.

  5. Uma reunião ministerial é um acontecimento de caráter público e tudo o que nela acontecer deve ser de integral conhecimento público. Não é como uma reunião qualquer em sala reservada de fundos de botequim, que se passa em ambiente solto de íntima camaradagem, rigorosamente proibida a quem não é daquela confraria.

  6. Enquanto isso, Paulo Skaf e a FIESP do pato amarelo continuam a confiar na Famiglia Bozo para levar a cabo o serviço que contrataram , qual seja , tornar o Brasil o flanelinha do decadente império ianque !!!

  7. Senhor Fernando.Sei de suas qualidades,como jornalista e certamente,como ser humano.Contudo,quero alerta-lo,da aparente ingenuidade,quando coloca sobre os ombros da CANALHA GOVERNAMENTAL.as culpas que carregarão,até o fim de seus mandatos.”ISSO”,que estamos assistindo,é fruto,exclusivamente,da quantidade de CIDADÃOS,que ostentam esse adjetivo,no entender também,de CANALHAS CIDADÃOS,que os distinguem ,como se fora,eles próprios.Enquanto ,no Brasil,existir esse tipo de CANALHETES,me refiro naturalmente,ao que chamam de POVO,VAMOS CONTINUAR NO CURSO DE NOSSA HISTÓRIA, salvo raríssimas exceções,assistindo quietos,pois ínfima MINORIA,não tem poder de mudar isso,SENÃO,inda que, raridade,pudéssemos trocar todos eles,por VACAS PASTANDO.

  8. Podem estar escondendo algo até mais (o que mais d podeira ser mais grave?) grave do que tudo que se sabe até agora.

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