200 mil brasileiros doentes; 14 mil mortes. Que tal um churrasco?

O Brasil passou de 200 mil casos de infecção pelo novo coronavirus.

Oito vezes mais que há um mês: eram 25 mil no dia 14 de abril.

Os mortos, são quase 14 mil, 13.933, exatamente. Quase dez vezes mais que há um mês.

Se nada piorar mais, dentro de um mês, seremos 1,6 milhão de infectados e teremos 130 mil mortos a chorar.

Isso, só pelo coronavírus, porque a estes se devem somar outras dezenas de milhares de mortos por outras doenças que não puderam ser tratadas por conta da pandemia e os que morrerem de causas desconhecidas, mas imaginadas.

Não adianta mais falar das culpas do atual presidente, porque mais mais culpados são os que permitem que ele continue nesta corrida de morte.

Pelas projeções de anteontem, chegaríamos a 20 mil mortos domingo que vem. Chegaremos na quarta ou quinta-feira.

Publiquei ontem, aqui, as previsões da Universidade de Washington, estimando em 88 mil as mortes no Brasil até o dia 4 de agosto. Nos dias que se seguiram à publicação, os números superaram os previstos, mesmo sabendo que ainda impera a subnotificação dos casos.

Nos Estados Unidos, apenas 45 dias fizeram os casos passarem dos 200 mil que temos hoje para o inacreditável quase 1,5 milhão de casos que tem aquele país.

Claro que não é possível dizer que nosso destino será o mesmo. Mas tem tudo para ser, e tudo para ser pior no número de mortes, porque a taxa de mortalidade aqui é superior à de lá.

Diante desta tragédia, o pais está sob o comando de um sujeito que se preocupa em decretar guerra contra os governadores e prefeitos e suas poucas medidas restritivas ao contágio.

Quem, há uma semana, planejava um churrasco para comemorar os primeiros dez mil mortes, não terá de esperar quinze dias para fazê-lo para os 20 mil cadáveres.

Os dias se encarregarão de revelar como é macabro o que estamos vivendo.

Mas não livrarão disso se não levantarmos a voz contra os monstros que estimulam e se servem da epidemia para avançar em seus planos de poder.

Não se engane, Jair Bolsonaro não é um louco, destes que são mansos ou amansáveis.

É um psicopata, que a cada delírio bem-sucedido passa a outro, mais monstruoso.

A guerra, prevista por ele, é contra nós, brasileiros.

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5 respostas

  1. Exato, Brito. E acrescente-se a essa conta macabra o cálculo dos milhares que morrerão de fome e de subnutrição por absoluta falta de medidas de proteção social, indispensáveis frente a uma crise dessa magnitude em qualquer país que se considere civilizado. Lembrando que andamos, há pelo menos três anos, desmantelando o colchão de proteção social mínimo que existia no Brasil. E ainda há quem, nos tais “mercados”, louve as “maravilhas” do auxílio emergencial aos pobres; do dinheiro que só chega aos bancos mas nunca às micro e pequenas empresas, do décimo terceiro antecipado aos aposentados, que não terão o que comer muito antes do Natal deste ano. Há muitos criminosos soltos neste país e por enquanto, infelizmente, nos falta organização e coragem para emparedá-los.

  2. O povo brasileiro atrapalha o projeto de colonia extrativista entreguista. Em plena pandemia, o sinistro da economia fala em vender logo o banco do Brasil. E a fiesp? Fabricamos apenas copos descartáveis, caixas de papelão, garrafa pet e por aí vai nossa indústria.

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