Preços ao consumidor sobem 0,87%, diz FGV; IGP-10, 1,69%

O indicador do custo de vida da Fundação Getúlio Vargas, como era previsível, marcou nova alta nos preços coletados entre os dias 16 de novembro e 15 de dezembro: 0,87, contra -0,10% que o índice apresentava um mês atrás e 0,74% registrado semana passada.

O mais visível ao povão é que no item “Alimentação” a alta chegou a 2,12%, contra 1,34% na semana passada.

Só não será pior porque a carne bovina deu uma “segurada” na alta, em razão da queda do dólar e não de acréscimo de oferta.

No boletim Focus, do Banco Central, embora a inflação oficial do ano, medida pelo IPCA, ainda esteja prevista em 3,86%, as alterações dos últimos cinco dias já a empurram para 3,92%

As variações de preço medidas pelo Índice Geral de Preços, que dão peso maior aos preços do atacado – que acabam chegando ao consumidor final, porém, estão em patamares muito maiores.

O IGP-10, coletado entre 11 de novembro e 10 de dezembro pela FGV, registrou um salto imenso: de 0,19% em novembro para 1,69%.

E a diferença entre os preços ao consumidor em apenas 5 dias de coleta sugere que os eles ganharam mais fôlego na semana que passou.

Embora o BC tenha torrado quase US$ 30 bilhões de nossas reservas, o comportamento do dólar está longe de poder ser chamado de “controlado”. Cedeu mais pelas boas notícias de acordo entre EUA e China – tão estáveis quanto Trump – que por fatores internos.

Aliás, como diz o veterano analista econômico José Paulo Kupfer, “é o presidente o causador direto de incertezas e inseguranças para investidores. Bolsonaro não parece se importar com o destino das leis e regras que assina. Ele lança, mas não se preocupa em acompanhar a tramitação. Pior para a economia. E para os próprios investimentos, dos quais é dependente uma recuperação mais acelerada e vigorosa da atividade econômica e, na sua esteira, o emprego e a ocupação da capacidade instalada ociosa.”

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3 respostas

  1. Como era previsível.
    E continuará subindo. Como é previsível, principalmente nos itens essenciais, que todos tem que comprar para sobreviver. Para o resto, vale a lei da oferta e da procura, pois nesse caso o povo não é refém do mercado.

  2. Ficam repetindo durante quatro anos a mesma ladainha e tomam a providência necessária: é só tirar a Dilma, ora!

  3. E o pior de tudo: onde está a oposição, que deveria estar se organizando e chamando o povo às ruas? Eu digo: está no Congresso, votando e aprovando o Fundo Eleitoral de 2 bilhões de reais para as eleições de 2020! É com isso que estão preocupados …..

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