‘Promoção’ na Bíblia ofende à lei, mas mais aos evangélicos

A reportagem do Estadão, hoje, revelando que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, era homenageado com uma fotografia, ao lado da mulher, é muito mais que um problema legal quanto à promoção pessoal do titular do MEC.

É um pecado mortal aos olhos de muitos evangélicos, por misturar seu Livro Sagrado à propaganda e elevar Ribeiro, o pastor e o prefeito que financiou a tiragem a personagens, neste sentido, “bíblicos”.

Duvido que o leitor já tenha visto uma Bíblia com uma capa que não fosse de cor uniforme, em geral preta, nem que seja ilustrada com fotos de seus “patrocinadores”.

Usar os Evangelhos para promover pessoas ou empresas é, para o que o professam, simplesmente uma blasfêmia.

O escândalo é completado por um vídeo, onde o prefeito Kaká Santos(PL), da cidade paraense de Salinópolis, beneficiado pelo MEC com verbas através do pastor Gilmar Santos e patrocinador da impressão de 70 mil bíblias (Salinópolis não chega a 50 mil habitantes), diz que Gilmar ajuda a “sugar o máximo” o MEC e o Fundo Nacional de Desenvolvimnto da Educação.

Em vídeo ao qual o Estadão teve acesso, o prefeito Kaká Sena agradeceu ao pastor Gilmar Santos pelo evento. “Obrigado, pastor, por ter me ajudado a chegar neste momento” , disse. “Este momento é um momento ímpar, para que a gente possa aproveitar e sugar o máximo o MEC, o FNDE”.

Depois, afirmações do pastor, comparando o ministro a Jesus Cristo – absurda heresia aos evangélicos-, ao dizer que ““como ministro do Evangelho, pela Graça de Deus, eu consigo nesta tarde visualizar e fazer um paralelismo com o que está acontecendo aqui e o que Cristo fez”.

A situação só piora e ontem, na Globonews, o deputado Sóstenes Cavalcanti, porta-voz de Silas Malafaia, chamou os dos pastores de “picaretas”, mas sem conseguir explicar porque eram os prediletos de Jair Bolsonaro e da mulher, Michelle.

Talvez por isso mesmo.

 

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