Propina escancarada no “merchandising” de Bolsonaro

O empresário e apresentador Carlos Robertto Massa, que, na pele do Ratinho”, ontem recebeu para uma “entrevista amiga” o presidente da República embolsou R$ 268 mil da Presidência para ser a favor na reforma da Previdência.

Sem negativas, a apresentadora Luciana Gimenez recebeu também um valor não revelado para o mesmo fim.

Não que o “jabá” seja propriamente uma novidade nos meios de comunicação brasileiros.

Nem o de governos, programando mídia nos veículos segundo critérios políticos apenas.

Quando este blogueiro participou de uma entrevista com o ex-presidente Lula, O Globo mandou diligentes repórteres descobrirem o que havia sido dado, em troca, como publicidade oficial.

A resposta era “nada, nunca recebi publicidade go governo federal”, mas não me furtei ao desaforo de dizer que tinha ganho umas xícaras de café e umas bolotas – frias, aliás – de pão de queijo, na entrevista.

Os colunistas da grande imprensa não perdiam a chance de nos chamarem de “blogueiros sujos”, mesmo que a gente sobreviva com dificuldades, anúncios do Google e contribuições dos leitores.

É impressionante como agora o “jabá” de Ratinho passa impune.

Pela mídia e pelo Ministério Público, já que nem se trata de propaganda de produtos e serviços do Governo, mas de defesa remunerada de uma posição política do presidente.

Mas para retirar direitos previdenciários do povo brasileiro, pode. Tudo é válido, até o jabaculê com nota fiscal.

Favor, portanto, não vir mais com esta história de “jornalismo profissional”.

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14 respostas

  1. O apelido dele não é ratinho de graça . O patrão dono da TV deve ser ratão , porque deve estaá levando muito mais . Esquecem eles que no futuro se aprovada , vai faltar telespectadores . Não vai ter dinheiro para pagara luz , comprar televisão ou mesmo consertá la , a sua audiência vai ser a mais atingida pela reforma . Burrice pura . .

  2. Enquanto o Brasil for governado pelos barões da mídia, seremos esse país ridículo a escandalizar o mundo civilizado.
    Nos EUA, a elite escravista foi derrotada na guerra civil. Aqui, ela derrubou Dom Pedro II e nos governa até hoje.

  3. A imprensa brasileira só é comparável a da Coréia do Norte. Qual seria a diferença da imprensa da Coréia do Norte e o Globo no Brasil? A televisão norte coreana é sempre governista, o Globo quase sempre, algumas poucas vezes no entanto é obrigada a ser golpista. Agora duvido que a imprensa da Coréia do Norte chegue ao nível de um Datena, de um “Ratão”, de uma Gimenez….Vulgaridade e violência deve ser um produto genuinamente nacional para orgulho dos nossos canarinhos hipócritas.

    1. Nada do que vigora aqui esses tempos é genuinamente nacional. Trata-se de importações malfeitas do que se passa por cultura política e social nos estados unidos. Fetichismo vigilantista e punitivista com armamento da população e exibição pornográfica de violência por apresentadores gordos e beligerantes

  4. Por isso dos jornalistas da esquerda e blogueiro – na minha opinião: você é que tem mais credibilidade, Brito. Leio outros sites e blogs de esquerda, mas primeiramente e preferencialmente sempre o seu.

  5. RATINHO ERA UM POLÍTICO DO PARANÁ, E DEPOIS QUE SAIU DA POLÍTICA FICOU BILIONÁRIO.
    SERÁ QUE ALGUÉM SABE INFORMAR OU TEM ALGUMA PISTA DE COMO O TAL “RATINHO” CONSEGUIU
    FAZER SUA FORTUNA E FICAR BILIONÁRIO?

    1. Dando calote emtodo mundo inclusive no govenno sonegando imposto dando calote na previdência. Mas, isso não não vai ao caso.

  6. Mas tudo passa impune. Imagine-se a histeria se D. Marisa tivesse recebido um cheque de R$ 10, do motorista do Lula. Todos lembram quando o ministro dos esportes, salvo engano, pagou uma tapioca com o cartão corporativo. Foi um deus nos acuda

  7. merchandising não !
    Isto é prostituição, e que me desculpem as prostitutas que mercadejam o sexo.

  8. Para entender a maracutaia da reforma da previdência social em discussão para quebrar de vez a classe de trabalhadores e deixar a classe dominante mais satisfeita, sugiro a leitura da materia da revista Le Monde Diplomatique ano XII, número 142, do mes de maio de 2019.
    https://diplomatique.org.br/por-que-nao-se-fala-de-benesses-fiscais-quando-o-assunto-e-ajuste-economico/.
    Como vários dos meus comentários não são publicados por esse blog, mesmo assim, fico agradecido se essa notícia chegar aos demais leitores. Obrigado.
    Valdir

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