Radicalização afasta militares do golpe de Bolsonaro

A prisão de um dos provocadores bolsonaristas, o afastamento de um chefe da PM que omitiu-se ante o ataque a rojões ao Supremo e as menções a “generais-melancia” (no jargão da direita os que seriam verdes por fora e vermelhos por dentro) nas faixas usadas por fanáticos de direita diante do QG do Exército, hoje, são sinais de que algo vai mal dentro da articulação golpista.

Jair Bolsonaro e o bolsonarismo entraram num processo de radicalização em que, claramente, produziu um processo de agudização que afastou parte das instituições – inclusive as militares – de uma aventura própria apenas a psicopatas.

Bolsonaro não pratica a subversão apenas da ordem republicana. Trabalha para subverter a hierarquia militar, por cima e por baixo.

Por cima, com a usurpação pelos militares acarrapatados em seu governo de assumirem o comando que não lhes pertence das forças militares, do qual estão formalmente afastados, como ficou claro na entrevista de Luiz Eduardo Ramos, ministro-general da secretaria de Governo e já vinha evidente nas manifestações de Augusto Heleno e Hamilton Mourão.

Por baixo, com a fidelidade que tem na baixa oficialidade e na tropa, cada vez mais mergulhadas em segurança privada e nas milícias para policiais.

A resistência a Bolsonaro no meio militar não é política, menos ainda ideológica – a orientação é geralmente de direita nesta camada – mas é “preservativa”.

Tem uma ordem prática: a de não se colocar sob o “comando” informal os grupos milicianos e e seus interesses, e outra de ordem política.

O apoio incondicional a Jair Bolsonaro baixou a apenas um quarto da população e, ainda pior, a forte rejeição já galgou à metade dos brasileiros e isso só tende a piorar.

O “mito” está virando um “mico” e os militares não comprometidos no grupo que ele formou em torno de si o percebem.

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8 respostas

  1. O bandido bolsonarista preso já foi solto. Foi lá tomar um cafezinho e bater um papo, pelo jeito. Só nos resta esperar que as FA estejam realmente divididas, ou seja, na “melhor” das hipóteses o Brasil não escapa de um embate sangrento.

    1. As “instituições” acabam de prender Sara Winter, e não há quem mereça mais do ela uma prisão preventiva com o máximo de tempo possível, e depois uma condenação com metade do código penal caindo na sua cabeça. No mínimo sete ou oito longos anos de prisão, porque se ela for libertada muito cedo, não há a menor dúvida de que ela vai sair atirando nas “instituições” com chumbo muito mais grosso do que antes.

    2. Parece que as forças bolsonaristas ainda não conseguiram se armar o suficiente, mesmo com todas as facilidades para que “pessoas comuns” se armem, e também parece que o gado diminuiu de tamanho e hoje não é sequer um bezerro. Vê-se por esse tal de Sena, um único terrorista, que faz mais barulho que uma multidão de dez mil pessoas e que se autodenomina “o povo”. Ele já é um herói bolsonariano, e tem carta branca para pintar o sete onde e quando bem entenda, sem que nada lhe aconteça. Por enquanto, claro.

  2. O duro é que esses militares “pragmáticos” querem apenas uma chance menos obviamente vilanesca pra poderem tomar o poder

    1. Eles são co-participes de um desgoverno GENOCIDA e são tão culpados como ele . Estes militares só se interessam pela “boquinha”, mas, administrar ele não sabem nem com o cuidar de um galinheiro. Entraram neste beco sem saída e agora não sabem como sair dele. Seria a hora das Forças Armadas cair na real e derrubar este infeliz governo e mandar todos estes Ministros passarem uns tempos na Papuda. A Argentina é um exemplo excelente . Quanto mais tempo passar mais o nome das Forças Armadas serão mais enlameadas, Enxovalhados!

  3. “Ás favas, sr presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência” ..permito-me usar da inspiração dessa frase dita por Passarinho, num momento tb inglório da nossa história, pra desabafar algo que sinto:
    “BENDITO seja o CORONAVÍRUS que conseguiu expor a MILHÕES de brasileiros, e ao mundo, AS PRATICAS, valores e conceitos, e o PERIGO que é vivermos sob a possibilidade de retorno das sombras do FASCISMO”

  4. Os militares entreguistas mais visíveis são os generais e outros oficiais que estão no entorno de Bolsonaro. Dizem que já são 3.000 oficiais pendurados em cargos na estrutura federal.

    Se há militares nacionalistas, não sei. Parece-me que foram eliminados pelo golpe de 64.
    O que fica evidente é que as Academias Militares são um lixo no que se refere à formação dos oficiais. O melhor exemplo são os generais Heleno, Braga Neto, Villas Boas, Fernando Azevedo, Pazuello… Se são generais, são os melhores…

  5. Dizemos q eles sao de direita na falta de um termo melhor pq na verdade eles sao partidarios de uma boquinha, de um ubere. Uns mais tortos e gananciosos se misturam com as milicias. outros mais modestos ficam numa boquinha governamental. Alias dizem q se aproximam dos 4 mil. Bolsonaro nao conhece tanta gente, logo quem sera q indica? E quanto tempo mais eles ficarem nessa mais dificil sera depois remove-los. Vao achar q eh direito adquirido, de q faz parte da jurisdicao deles. E ai os 26 anos q decorreram ateh q fosse possivel voltar a votar pra presidente de novo poderao ser poucos…

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