Resultado da Petrobras deve-se a dólar e petróleo, mais que à gestão

O resultado da Petrobras, apresentado como resultado de uma “espetacular” gestão de Roberto Castello Branco foi de fato muito bom, mas tem origem muito diferente desta.

Explica-se: o preço do dólar, em queda forte no último trimestre ( de uma cotação média de R$ 5,40 para R$ 5,14, consideradas as médias mensais de setembro e de dezembro) e a alta do preço do petróleo (de US$ 41 para US$ 50, no mesmo período).

O dólar é o indexador do principal passivo da companhia, por conta de compras e de dívidas contraídas para seus investimentos. O preço do petróleo, claro, é o indexador de seus ativos.

Mas as contas mostram que a Petrobras, embora sujeita a variações abruptas de ambos, é uma empresa que nunca deixou de ser viável e lucrativa, embora nem sempre, como qualquer grande empresa – exceto, claro, os nossos bancos, com lucros invariavelmente imenso – haja balanços trimestrais ou anuais no vermelho.

Cuidado com o “oba-oba” feito exclusivamente sobre resultados contábeis, porque as histórias, muitas vezes, não são bem o que se pretende mostrar.

 

 

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