Sem retomada na latinha

Para a turma que não entendeu ainda que o mundo real da economia está devagar, quase parando, recomendo olhar a reportagem de Giselle Ouchana e Thais Sousa, de O Globo, sobre as vendas dos ambulantes em meio aos blocos e carnaval, hoje, no Rio de Janeiro.

Ou melhor, das “não-vendas” porque, mesmo com a manhã de sol, a procura estava escassa, como relatou ao jornal a vendedora ambulante Daiana Pereira, de 34 anos.

— Eu não sei o que está acontecendo. Mas percebo que o público está abaixo do esperado, sem contar que, com o desemprego, muita gente se cadastrou como ambulante. Além disso, vejo grande parte do público trazendo suas bebidas de casa.

Melhor que muitos economistas, ela descreveu o que se passar: cada vez mais “não-desempregados” nos “bicos”; cada vez menos poder de compra para quem tem emprego.

As repórteres descrevem como o pessoal, depois de ir ao supermercado, cruza a cidade carregando o peso da bebida e mais o do gelo, em bolsas térmicas.

Carnaval não é só fantasia, é realidade.

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