Um país entregue. Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Um texto que dói, o de Paulo Nogueira Batista Jr. – para mim, o mais lúcido pensador econômico do Brasil -, publicado originalmente no GGN:

Dialética do subdesenvolvimento

Paulo Nogueira Batista Jr. no GGN

Hoje queria escrever um pouco sobre um dos meus assuntos prediletos e obrigatórios – o Brasil e, em especial, a política externa do país. No ano passado, animei-me a publicar um livro com o título “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Não cabe mesmo, leitor. Mas o pessoal se esforça – e como!

Considere, por exemplo, a política externa do governo atual. O vexame é completo, quase inacreditável. Se fosse o caso de resumi-la em uma frase apenas, diria que se trata de uma tentativa canhestra, mais do que canhestra: grotesca, de enquadrar o país no quintal do grande irmão do Norte. Não há nenhuma razão aparente para empreender tal tentativa. Nada nos obriga à submissão, a abdicar da nossa autonomia e até do mínimo de dignidade que deve reger o comportamento de qualquer governo, particularmente em países de porte continental como o Brasil. Tudo se passa, entretanto, como se tivéssemos perdido uma guerra e o país estivesse agora entregue a prepostos de forças estrangeiras – prepostos medíocres e subservientes.

Nunca foi tão verdadeira a observação de que o brasileiro não está à altura do Brasil. Os americanos não queriam, é certo, um Brasil independente, com voz própria. Mas não imaginavam que pudessem obter sem grande esforço uma rendição tão completa e vergonhosa. A verdade é que esse imenso país sul-americano está sendo entregue de mão beijada.

E o mais estranho é que tudo se passa ao som de patriotadas ridículas, com a conspurcação dos símbolos e das cores nacionais, sob o signo de um “novo nacionalismo”, um nacionalismo simiesco, que imita de maneira constrangedora o nacionalismo de Donald Trump e, em momentos de alucinação, até mesmo de Adolf Hitler.

E, no entanto, mesmo na pior das desgraças é sempre possível encontrar motivo para certo orgulho e satisfação. Afinal, pergunto, que outro país conseguiria a proeza de inventar o nacionalismo entreguista, sofisticação dialética difícil de igualar? O Brasil não é para principiantes, dizia Tom Jobim. Lendo recentemente uma biografia de Dom Pedro II, escrita pelo historiador José Murilo de Carvalho, descobri espantado que o imperador era republicano. E o Marechal Deodoro da Fonseca, monarquista. Portanto, tudo é possível no Brasil. Temos agora o incomparável nacionalista vira-lata, que clama a sua devoção pelo país ao mesmo tempo em que bate continência para a bandeira dos Estados Unidos e faz juras de amor ao presidente daquele país.

No resto do mundo, reina a mais completa perplexidade sobre a decadência do Brasil. Ninguém acreditaria que sofreríamos tal colapso e desceríamos a níveis tão baixos. Há não muito tempo o nosso país era referência, não só na América Latina, mas no mundo inteiro. Não estou exagerando, leitor. Tive o privilégio de representar o Brasil no FMI, no G20 e nos BRICS numa época em que o nosso país se comportava como o grande país que é. Tínhamos, claro, nossas limitações, nossas dificuldades. Mas éramos respeitados como voz autônoma, capaz de expressar com criatividade e competência os anseios de paz, progresso e reforma da governança internacional. Todo esse capital de respeito, simpatia e soft power está sendo jogado pela janela.

Somos subdesenvolvidos, reconheço. Nossos quadros nem sempre são os melhores, admito. E, mesmo nos nossos momentos mais felizes, demos as nossas pisadas de bola. Mas, convenhamos, era preciso escalar esse time de pernas-de-pau?

Vamos imaginar, por um instante, que por obra do insondável destino Jair Messias Bolsonaro fosse conduzido, digamos, à presidência da Micronésia. Os micronesianos contemplariam, perplexos, o seu novo supremo mandatário, fariam uma rápida reunião e correriam com ele sem demora. E se Paulo Guedes ou Ernesto Araújo aparecessem de repente em algum ministério da Economia ou das Relações Exteriores, qualquer um, em qualquer lugar do mundo? Ora, seriam encaminhados imediatamente, sem hesitações, ao almoxarifado mais próximo.

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53 respostas

  1. O que esperavam desses milicianos? Que fossem defender o interesse popular e os direitos adquiridos do trabalhador? Ou a aposentadoria dos idosos? Está tudo contaminado e já faz muito tempo. O Brasil foi grande e não é mais. Hoje é simplesmente um país continental dominado por gente da pior espécie.

      1. Servem para ver o país dominante do momento, e serem submissos a ele. Foi assim com Portugal, onde foram criados para eles, e depois com a Inglaterra, agora com os EUA, quando este cair, o pais que se tornar hegemônico, já terá um exército, aqui, pronto para eles.

  2. Até hoje não entendi porquê Dilma nomeou Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda quando dispunha de um economista do quilate de Paulo Nogueira Batista Jr. que já tinha passado pelo FMI e estava nos representando brilhantemente no BRICS.

    1. Acho que essa escolha de Dilma ninguém entendeu! E até hoje ela não deu nenhuma justificativa para tal escolha. Estou no aguardo das explicações dela.

      1. Na primeira entrevista do tal Levy tive a certeza que o Brasil escoaria pelo ralo. O figura não fez nenhuma saudação ou agradecimento e começou falando – Nós vamos fazer isso nós vamos fazer aquilo. A atitude era a de quem acabara de ser eleito presidente e não escolhido como mero ministro. A Presidenta ao aceitar isso e depois manter por um ano, assinou sua própria sentença!

      2. E depois de preparar o caos na economia brasileira, voltou a assumir seu cargo no Banco Mundial, em Washington. Parece que ele está de novo na praça, acho que no BNDES…
        A sra. Dilma nos deve essa explicação.

    2. Porque ela queria apoio ou seria agradar a oposição para conseguir continuar governando e aprovando as pautas.

      1. Sim, cedeu à pressão da turba verde-amarela e dos jornalões limpinhos e cheirosos, só que não deu nada certo. Também não deu certo apostar que a nossa burguesia ia fazer alguma coisa senão embolsar a grana da desoneração fiscal.

  3. Nossa população está sofrendo de uma doença estranha, cuja base principal é o antipetismo inoculado. É difícil dizer como a mídia majoritária conseguiu tal proeza. Creio que o bombardeio negativista diário dos últimos anos foi decisivo, porém não seria suficiente para apagar a realidade dos governos decentes e bem sucedido na economia, no social e nas diplomacia internacional. Suponho que haja fatores extras fortíssimos que são a manipulação evangélica nas igrejas e o uso das redes sociais através de “memes”, algo de alto poder sintetizador, que atinge rápida e facilmente os iletrados e pouco cultos.

    1. O bombardeamento midiático não foi só os dos últimos anos: foram décadas de criminalização da esquerda. E pra piorar a própria esquerda ficou se auto-imolando em eterna penitência pelo menos desde os anos 90.

  4. O brasileiro tem vocação para vira latas, é inegável. É o povo mais imbecil do planeta Terra, não há dúvidas sobre isto.

    1. Zé povinho nojento brasileiro (classe média alta e quem votou no bostonaro) é o povo mais covarde, mal educado e cortês do mundo. Isso se não for do universo e multi versos mas do mundo eu tenho certeza.

    2. Perfeito…o brasileiro tem alma submissa, um povo sem caráter, aceita tudo calado. Por mais erros que o PT tenha cometido, era um projeto de país independente, dono de seu futuro mas o brasileiro quer ser vira lata. Tudo lá fora é melhor que aqui, não podemos ser referência em nada no mundo só no que não presta, essa é a mentalidade do brasileiro.

      1. tudo isso ACRESCIDO DO MAIS ABJETO RACISMO. FOI SÓ LULA COMEÇAR A PROPORCIONAR FACULDADE AOS NEGROS, PARDOS, MESTIÇOS, UM RESQUÍCIO DE TERRAS PARA OS SEM TERRA, PETRÓLEO PRA FINANCIAR EDUCAÇÃO DOS POBRES . A CLASE “MÉRDIA” PRECONCEITUOSA SE FEZ PRESENTE COM SEU RACISMO E ÓDIO AOS POBRES.

  5. E, cortando nossas asas: tantos anos de esforço tecnológico da Embraer, de engenheiros e técnicos brasileiros, para truncá-la, decididamente. Será que voltaremos a voar, algum dia/

  6. Estou de fato VELHO!
    Lembro como se fosse hoje do meu PRESIDENTE Leonel Brizola.
    Não existe nada mais criminoso no Brasil do que os criminosos Marinhos.

  7. Ora…. não tem mistério nenhum….o coiso é só um testa de ferro dos abutres do rentismo que deram o golpe… junto com o tchutchuka….quem mais seria capaz de destruir o país como eles? Que meteria a mão na merda como eles? Podem ter certeza que o mundo crítica mas boa parte está satisfeitíssima com eles….. até o fmi está feliz com a dupla e quer mais reformas…. querem que o país”economize” em cima do sofrimento do povo…..o que esses economistas deveriam explicar é isso, economizar para quê? Quanto o país já poupou com a peça da morte durante esses dois anos? Quanto a isso TODOS se calam……

    ..

  8. O mercado financeiro está comprando os grandes jornais, indiretamente através de anúncios ou até mesmo diretamente. Empresários derramam rios de dinheiro que irrigam máquinas de propaganda e fake news nas redes sociais. Os algoritmos dessas redes esperaram os canais de direita ficarem gigantes para, só então, pararem de impulsionar conteúdo político. Judiciário, exército e polícias quase que 100% posicionados na extrema-direita. E a esquerda achando que falando pra uma bolha nas redes e com métodos dos anos 80 de panfletos e discursos em sindicatos conseguirão alguma coisa nessa era digital. Não vejo saída, infelizmente teremos uma longa noite pela frente e precisamos lutar pelo menos pelas futuras gerações.

  9. Paulo Nogueira agora descobriu que o imperador era republicano. Fui atacado quando disse aqui que Pedro II era anti-escravagista. Um certo ensino de origem paulista procura confundir as coisas e dizer que a escravidão e a monarquia se igualavam. Acontece que, para aguçar as contradições, o Partido Republicano Paulista, que ficou no poder por trinta anos depois do golpe de estado que patrocinou, era estranhamente escravagista. Um partido republicano escravagista, só mesmo no Brasil. Quando Francisco Glicério expôs aos barões do café a minuta do estatuto do novo partido, eles exigiram que fosse tirada do documento a parte que pregava a libertação de escravos. Depois, despacharam Glicério para o Rio com muito dinheiro, com qual ele comprou quase toda a imprensa e começou a minar o respeito pelo imperador, até deixá-lo como uma figura patética que nada tinha a ver com seu perfil verdadeiro. Daí, foi só espalhar a cizânia entre os militares e o resto se sabe. Glicério pensava que seria o presidente da República escolhido pelos barões do café, mas isso nunca poderia ter acontecido, pois ele era mulato. Morreu de desgosto por isso.

  10. Sr.Paulo.Esses todos,são a síntese de um povo que salvo poucos,lhes são IDÊNTICOS.certo que as vezes,poucas é verdade,fogem à regre,mas desde sempre,foram subservientes,aprenderam as lições,AMAI SEUS PATRÕES,acima de tudo!

  11. Os princípios e os valores do governo são da década de 50 do século passado. Já o seu discurso é avançadíssimo, do mais puro “pós-moderno”. O que importa não são os fatos, mas a versão dos fatos.

  12. Ha quem se incomode com alguem vestindo uma camiseta portando uma suastica (nem tanto com insignias da ss ou batalhoes e divisoes do exercito nacionalsocialista mas deixa pra la) mas ninguem se importa com gente vom camisa portando “usa” q invde os paises mata civis e militares sem guerra declarada..
    Gado adoraria uma escrito “usa e abusa”

  13. O povo brazileiro superou o povo de Troia no quesito burrice. E a coisa só piora se considerarmos que a tal história de Troia e do cavalão de madeira pode ser apenas uma lenda. Lenda por lenda, será que foram os próprios habitantes de Atlântida que conseguiram afundar sua ilha? Daqui a um ou dois milênios o brazil e seu povo de quinta categoria podem acabar sendo considerados apenas outra lenda, porque ninguém vai acreditar que existiu povo tão burro na face da Terra.

  14. Economia brasileira ensaia o mesmo fracasso norte-americano

    Gonzaga Belluzo na Carta Capital:

    “O mercado de ações bate recordes, mas a classe trabalhadora prossegue na dura batalha pela sobrevivência.
    Joseph Stiglitz reconheceu que a declaração em prol do bem-estar das demais partes interessadas – trabalhadores, fornecedores, clientes –
    repercute um mal-estar com os desequilíbrios de poder e desigualdade na distribuição de renda. Assinado na mencionada reunião do ano passado por praticamente todos os parrudos integrantes da Mesa-Redonda, o mea-culpa causou grande agitação nos mercados. Desconfiado, o economista recomendou cautela diante das boas intenções dos executivos. “Teremos que esperar para ver se a declaração recente da American Business Roundtable a respeito da governança corporativa com base na primazia dos acionistas é para valer ou meramente um golpe publicitário. Se os CEO mais poderosos da América realmente acreditam no que dizem, apoiarão reformas legislativas abrangentes.”

    Nos Estados Unidos, entrou em voga nos anos 80 a “economia da oferta” e sua filha dileta, a curva de Laffer, que preconizavam a redução de impostos para os ricos “poupadores” e empresas. Os adeptos da supply side economics decretaram a ineficácia dos sistemas de tributação progressiva da renda, que, segundo eles, promoviam o desincentivo à produção e à poupança geradora de novo investimento. A macroeconomia de Ronald Reagan defendia a tese do “gotejamento”: as camadas trabalhadoras e os governos receberiam os benefícios da riqueza acumulada livremente pelos abonados empreendedores sob a forma de salários crescentes e aumento das receitas fiscais.

    A enrolação do gotejamento não entregou o prometido. A migração da grande empresa para as regiões de baixos salários, a desregulamentação financeira e a prodigalidade de isenções e favores fiscais para as empresas e para as camadas endinheiradas não promoveram a esperada elevação da taxa de investimento e, ao mesmo tempo, produziram a estagnação dos rendimentos da classe média para baixo, a persistência dos déficits orçamentários e o crescimento do endividamento público e privado.”

    https://www.cartacapital.com.br/mundo/o-sonho-americano-sucumbe-diante-da-destruicao-do-valor-do-trabalho/

  15. O “patriotismo” que o grupo político hoje no poder arrota como fundamento de todos os seus atos, é um “patriotismo” por outra pátria, que não é o Brasil. É claramente isso. Os fanáticos deste grupo tremem de ardor patriótico, mas por uma figura idealizada dos Estados Unidos. O Brasil gozava da admiração e do apreço do mundo inteiro até 2014. A mesma classe média que hoje abomina a esquerda, orgulhava-se do Brasil que a esquerda construiu. Mas se ela um dia se orgulhou, pode voltar a querer se orgulhar. É por isso que toda a luta política da esquerda deve passar antes de tudo pela destruição das mentiras espalhadas sobre os governos do PT e, especialmente, sobre o Lula.

    1. É preciso todos os dias bater na Torre das Mentiras, que ela um dia racha e vai ao chão. A estrutura dessa torre é como um palmito, tem uma série de camadas, e a cada dia ganha mais e mais camadas de mentiras. Porém, todas as camadas se apoiam em uma grossa coluna central, que é o núcleo da torre, e que é a mentira mãe que sustenta todas as outras mentiras. Se esta coluna central for derrubada, toda a torre virá ao chão, e quanto mais camadas tiver, mais estrondo fará. Por isso, não adianta muito para a luta política ficar atacando as camadas de fora do palmito. É preciso detonar a coluna do centro, a mentira maior que sustenta todas as outras. E esta mentira mãe de todas na verdade são duas: Primeira: “O PT acabou com o Brasil”. E segunda: “Lula é ladrão”. Se conseguirmos matar estas duas mentiras, matamos o palmito e derrubamos a torre com todas as suas demais camadas de mentiras. Simples assim.

      A direita sempre soube disso. A extrema direita também sabe disso. Por isso é que a Globo exigia com tanta ênfase que o PT “reconhecesse seus erros” e “fizesse uma auto-crítica”. Era porque estava a preparar uma armadilha crucial para o PT e para todos os progressistas. Ao reconhecer seus supostos e inexistentes erros, procurando assim apertar a mão falsamente estendida da Globo, o PT e a esquerda toda cairiam na armadilha e estariam implicitamente a reconhecer como historicamente verdadeira toda a narrativa mentirosa da direita. Ao baixar a cabeça e admitir erros, estariam conferindo à Torre das Mentiras uma solidez material que ela jamais teve. A esquerda e os progressistas do país não teriam mais como tentar derrubá-la. Ela viraria verdade para todo o sempre. A esquerda estaria afastada do poder per saecula saeculorum. Com certeza eles virão em breve com agressividade redobrada em suas mentiras, mas sua cegueira poderá fazer com que cometam algum erro tão sério que implicará em sua perdição total. A vitória em breve será nossa e do Brasil, sobre isso não há dúvida.

  16. Recordar é viver… Alguém lembra do gigantesco grupo japonês Mitsui? Que tem participações na Vale e uma série de negócios no Brasil que vão desde café, passando por químicos até o setor financeiro? Lembram-se que foram pegos com a boca na botija pela lava jato pagando propina pro Eduardo Cunha e pro Cerveró no contrato das sondas? Pois bem, alguém sabe se a lava jato proibiu o grupo japonês de atuar no Brasil? Ou se prendeu algum diretor? se a empresa japonesa foi quebrada? Ou se a Petrobras interrompeu negócios com ela? Se o Dallagnol fez jejum pra ela? Se o Moro pediu prisão preventiva de algum executivo pra delatar alguma coisa? Pois bem, vou ajudar a memória dos esquecidos, além de não acontecer nada, como não aconteceu com nenhuma empresa estrangeira envolvida na lava jato, esse grupo japonês ainda comprou a Gaspetro da Petrobras! A Gaspetro tem participação em 19 das 27 distribuidoras de gás do Brasil. Lembram-se que as empresas brasileiras envolvidas foram tiradas de licitações, perderam acesso a financiamento e estão quebradas com milhares de desempregados? Pois bem as estrangeiras pegas pagando propina pro Cunha e pro Cerveró estão livres, leves e bem das pernas comprando nossas Estatais e ativos da Petrobras. E a Samsung? Alguém conhece? A Samsung que faz o seu celular? Pois bem, outro grupo estrangeiro, só que coreano, que atua em diversos setores no Brasil, inclusive óleo e gás e foi pego pela lava jato com a boca na botija pagando milhões em propina pelos contratos das sondas. A Samsung que também foi pega na Coreia do Sul, seu país de origem, pagando propina pra presidente da República daquele país. Alguém sabe se a Samsung quebrou? Se a lava jato prendeu algum executivo? Se foi proibida de fazer negócios no Brasil? Se Dallagnol fez jejum? Se Moro pediu prisão preventiva pra alguém delatar? Não. Nada né, você continua aí comprando celular da Samsung e nada aconteceu com ela, bem diferente do que aconteceu com as empresas nacionais pegas nos escândalos da lava jato. Dois pesos, duas medidas, por que será? Mesmo no caso das nacionais, por que nossas empresas e nossos trabalhadores pagaram o pato enquanto o patrimônio dos Odebrechts, por exemplo ficou intocado? Na Coreia do Sul, o herdeiro da Samsung foi preso por pagar propina ao presidente, sabem se a Samsung quebrou ou se algum trabalhador foi demitido e ficou desempregado? Não, pelo contrário, na Coreia do Sul pagou pelo crime, quem cometeu o crime, não os trabalhadores e muito menos a economia do país. Os responsáveis foram punidos, mas as empresas continuam crescendo e gerando empregos. Uma pequena reflexão vai deixar claro que o alvo da lava jato nunca foi a corrupção, desde o começo sempre foi o tecido produtivo nacional, nossas empresas, nossos trabalhadores, nossa economia! E conseguiram! Mais de 142 bilhões em prejuízos, milhões de desempregados, total desnacionalização do tecido produtivo. Você, engenheiro brasileiro que está dirigindo Uber, ou que abriu uma hamburgueria ou qualquer outra franquia pra sobreviver e não consegue mais exercer sua profissão, lembra que agora tem um engenheiro japonês, ou coreano, ou chinês, americano ou norueguês, no seu lugar fazendo exatamente o que você fazia. Todos trabalhando em empresas corruptas que pagam propina igualzinho as nossas, mas que não foram vítimas da ação antinacional da Lava Jato. São engenheiros que sabem que nos países deles a justiça cobra de quem comete o erro e não ao trabalhador ou à empresa que gera os empregos.
    Recordar é viver… reflita.

  17. O povo brasileiro é ignorante, racista, preconceituoso,ladrão e cruel.Lula fez mas deixou roubar e muito, sindicalista corrupto.

  18. Faço esforço em contrário, mas confesso que, lendo o texto do prof. Paulo Nogueira Batista Jr., cada vez mais me convenço da completa inutilidade das Forças Armadas brasileiras. Só guardar a soberania territorial não basta, se não guardam a soberania política e geoeconômica de nosso País e ficam indiferentes ou colaboradores com a entrega de nossos interesses e com a redução e retorno do Brasil à condição de mera colônia fornecedora de matéria prima e mercado para produtos industrializados pelas economias centrais. É uma vergonha o papel das Forças Armadas!

  19. Economia brasileira ensaia o mesmo fracasso norte-americano

    Gonzaga Belluzo na Carta Capital:

    “O mercado de ações bate recordes, mas a classe trabalhadora prossegue na dura batalha pela sobrevivência.
    Joseph Stiglitz reconheceu que a declaração em prol do bem-estar das demais partes interessadas – trabalhadores, fornecedores, clientes –
    repercute um mal-estar com os desequilíbrios de poder e desigualdade na distribuição de renda. Assinado na mencionada reunião do ano passado por praticamente todos os parrudos integrantes da Mesa-Redonda, o mea-culpa causou grande agitação nos mercados. Desconfiado, o economista recomendou cautela diante das boas intenções dos executivos. “Teremos que esperar para ver se a declaração recente da American Business Roundtable a respeito da governança corporativa com base na primazia dos acionistas é para valer ou meramente um golpe publicitário. Se os CEO mais poderosos da América realmente acreditam no que dizem, apoiarão reformas legislativas abrangentes.”

    Nos Estados Unidos, entrou em voga nos anos 80 a “economia da oferta” e sua filha dileta, a curva de Laffer, que preconizavam a redução de impostos para os ricos “poupadores” e empresas. Os adeptos da supply side economics decretaram a ineficácia dos sistemas de tributação progressiva da renda, que, segundo eles, promoviam o desincentivo à produção e à poupança geradora de novo investimento. A macroeconomia de Ronald Reagan defendia a tese do “gotejamento”: as camadas trabalhadoras e os governos receberiam os benefícios da riqueza acumulada livremente pelos abonados empreendedores sob a forma de salários crescentes e aumento das receitas fiscais.

    A enrolação do gotejamento não entregou o prometido. A migração da grande empresa para as regiões de baixos salários, a desregulamentação financeira e a prodigalidade de isenções e favores fiscais para as empresas e para as camadas endinheiradas não promoveram a esperada elevação da taxa de investimento e, ao mesmo tempo, produziram a estagnação dos rendimentos da classe média para baixo, a persistência dos déficits orçamentários e o crescimento do endividamento público e privado.”

    https://www.cartacapital.com.br/mundo/o-sonho-americano-sucumbe-diante-da-destruicao-do-valor-do-trabalho/

  20. Eu nem digo mais que somos um país. Somos uma terra habitada. Um oceano de um lado, terras de outros países do outro lado e aqui, 99% de sua população tentando sobreviver.

  21. Mudando de pauta, mas mostrando a verdades: Como a maioria sabe, mas não se comenta sobre a mídia é o seguinte: A SBT antes da derrocada tinha o programa do chaves e a Sherazade, agora só tem a Sherazade, o resto virou lixo. A Record só tem o Jornal das nove , o resto é lixo . A Band tem um jornal merreca das 19:30, mas agora que está desmoralizada por puxar o saco do Bolsonaro, virou tudo Lixo. A Globo com esta conversa de compadre faz de conta que faz Oposição ao Bolsonaro, mas tinha o Jornal Nacional e também Globo Rural. Agora só tem o Globo Rural o resto da programação virou lixo puro. E a Mídia escrita só tem a Folha (capenga de uma perna) mas segue, o resto lixo Virou tudo lixo.
    Até os Blogues (salvando algum) mas o resto é lixo puro.

  22. Ouviram o galo cantar e não sabem onde… Não sabem onde estão e nem o que tem que fazer. E vamos afundando…

  23. As Forças Armadas representadas por este grupo que está refestelando no poder, pode vir a enlamear os que são verdadeiramente brasileiros.

  24. Almoxarifado ou manicômio, Paulo?
    Também estou achando que, desta vez, o Departement of State está pegando muito pesado no roteiro; sabe o que é isto? Um medo arretado do Lula.

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