Um país prostrado

Os números do desemprego no trimestre encerrado em fevereiro, divulgados hoje pelo IBGE são a triste confirmação que a economia real, aquela que dá trabalho, renda e condições de subsistência às pessoas é outro unverso, bem diferente das euforias das bolsas de valores e do mundo azul dos “investidores”.

Aliás, a gente lê que “os mercados” lá foram oscilam com as notícias sobre emprego/desemprego, enquanto aqui isso, como diz a garotada, “nem tchum”.

Depois de uma ligeira (muito ligeira, mesmo) queda no segundo semestre de 2018, voltamos à marca dos 13 milhões de desempregados e – mais alarmante – chegamos a quase 5 milhões de pessoas, em idade laboral, que são classificadas como “desalentadas”, isto é, desistiram de procurar emprego.

É o maior número da série de pesquisas iniciada em 2012 pelo IBGE e o triplo dos que estavam nesta condição no início da crise, em 2014.

Junte-se os que estão “vivendo de bicos”, trabalhando muito menos do que podem e desejam e temos outro recorde: o de 28 milhões de pessoas subocupadas, vidas desperdiçadas por uma economia que não as integra ao trabalho.

São, como você vê no gráfico, um quarto dos brasileiros em condições de trabalhar.

As pessoas que “não vêm ao caso” para os que promovem, há três anos, a destruição deste país.

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9 respostas

  1. Bolsonaro tem mesmo feito um excelente trabalho. Perto dele, o Temer era um tímido amador da destruição.

  2. A tal da reforma trabalhista que iria “….gerar milhoes de empregos…” foi so mais uma reforma de araque . Alem da direita brasileira nao ter capacidade de gerar receita e empregos nao tem credibilidade e respeito no mundo dos negocios. O resultado é esse ai, os investimentos migrando pra bem longe do brasil.

  3. Sem contar que a (contra)reforma da previdência, do jeito que é proposta, tem características recessivas.

  4. O gráfico só mostra a realidade, o que estava ruim com Dilma, piorou, e muito com golpistas canalhas e corruptos !

  5. Os/as que promovem a destruição deste país (Brasil) estão atuando livremente em sua “missão” no mínimo desde junho de 2013… se não se contar desde ou mesmo antes de o Mentirão do Joaquim Barbosa & Cia ilimitada… Mas eu ainda votarei em José Dirceu para Presidente da República Federativa do Brasil, depois do Lula de novo. E antes de, novamente, a nossa querida primeira mulher PresidentA da República, Dilma.

  6. E a reforma trabalhista e o congelamento por 30 anos das contas da saude e da educação que iam salvar o país, a ministra carmen apoiou, o que fizeram.
    Estão diligentemente destruindo o MEC e a Petrobrás.
    Que desgraça a globo nos legou…?

  7. O “desalento” vai além da população economicamente ativa. Espalha-se pelo tecido social, é triste demais.

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