Vox repete resultados da CNT, mas mostra pontos fracos e fortes de Bolsonaro

A pesquisa do Instituto Vox Populi encomendada pelo PT e divulgada hoje praticamente repete o nível de rejeição ao governo do presidente Jair Bolsonaro apontado pela CNT/MDA publicada na segunda-feira : 40%, são o mesmo que os 39,5%. 27% dos brasileiros que avaliam o governo como péssimo com os 13% que o consideram ruim, diz aa Vox.

Mas os dados assinalam outras questões que têm sido repetidas aqui.

O apoio incondicional a Bolsonaro se mostra resiliente. Quase todo o crescimento de sua rejeição vem da transição dos que o achavam regular para avaliações ruins ou péssimas.

Repare, nos gráficos por região como, em quase todos eles, o apoio (linha azul) permanece quase como uma reta, com poucas perdas.

Quanto mais se detalha – veja aqui – o apoio e a rejeição, vê-se que seu prestígio continua intocado entre os evangélicos e entre o público masculino.

Perdas significativas são registradas entre jovens e adultos, menores entre os mais velhos.

O dado mais interessante, porém, extrai-se da pergunta sobre como o eleitor se sente diante do “bolsonarismo”.

O positivo, na pergunta, soma o “sou bolsonarista” e o “não sou, mas gosto dele”. O negativo reúne o “detesto” com o “não gosto, mas não chego a detestar”.

Neste quesito, o negativo supera em muito a rejeição a seu governo e chega a 47%, partindo dos 30% registrados em abril.

E o positivo, que é adesão, despenca de 34 para 23%.

Bolsonaro, apesar de tudo o que faz, tem sido bem sucedido em manter com ele a direita.

Mas parece, afinal, estar perdendo o controle do meio-campo.

O que a pesquisa mostra é a oposição a Bolsonaro se amplia socialmente, resta saber se vai se ampliar na política.

 

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13 respostas

  1. Ja ficou provado que Bolsonaro consegue lascar o povo de uma maneira que ninguém mais consegue. Por muito menos que o escândalo do Flávio Bolsonaro o Temer quase caiu e não aprovou a reforma. Mesmo o Doria iria cair em escândalos facilmente por mais que a mídia blindasse. Com tudo contra, Bolsonaro aprovou a previdência e vai lascar o povo ao quadrado com a nova reforma trabalhista e ao cubo com a reforma tributária. Com tudo isso, a turma do Didinheiro não vai mexer com ele e sem esse apoio não tem manifestação de Domingo na Paulista com faixa de impeachment. Conclusão: imprime a pesquisa e assim ela serve pelo menos de papel higiênico.

  2. Bolsonaro não vai virar santo repentinamente e lograr manter como está o que já não é bom. Daqui para frente vai piorar e muito. Com o que vai acontecer em setembro, ele vai mergulhar em uma faixa de rejeição que só o Temer frequentou, perigando superá-lo como abominável. Em outubro já ninguém que tenha qualquer pequena quantidade de juízo conseguirá suportá-lo.

  3. A lavagem cerebral continua muito forte entre os evangélicos. O que ouvi onte de uma evangélica, dá vontade de chorar, pelo nível de alienação.

    1. Sempre foi assim. Os evangélicos dizem que amam e dedicam a vida a Deus e a Jesus, mas na verdade a maioria ama e dedica a vida à sua igreja e aos pastores. E a imensa maioria dos pastores não passam de fariseus.

      O Profeta Mateus já alertava para as consequências disso, em 23:15:
      “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês.”

      Se é que existe mesmo céu e inferno, evangélicos que votaram em bolsonaro têm lugar reservado ao lado do capeta. Mesmo os evangélicos mais burros teriam discernimento suficiente para perceber que bolsonaro representa o anticristo e não Jesus. Mas eles fazem de conta que não percebem, porque na verdade idolatram pastores.

  4. A esquerda só vai conseguir virar o jogo se conseguir se conectar com os evangélicos.
    A verdade é que essa religião para eles tem extrema importância não pelo caráter espiritual, mas pelo caráter social. São na maioria das vezes pessoas pobres, sem condições financeiras para ter uma vida social ativa. Então, todos os eventos dos quais participam, todas as oportunidades que têm para se relacionar socialmente, arrumar amigos, namorados, casamento ou simplesmente ter um lugar para ir à noite, nos fins de semana, enfim, no seu tempo livre, está vinculado à igreja a qual pertence. Sempre terá uma igreja perto da casa de todo pobre, para ele ir lá sem precisar gastar dinheiro com condução. No frigir dos ovos, 10% dos seus rendimentos sai barato para eles terem sempre à disposição um lugar para irem, onde se sintam entre seus iguais.

    1. Análise completamente equivocada, pois para que alguém de esquerda se conecte não com os evangélicos, mas sim com determinadas igrejas evangélicas que comercializam seu apoio político com o governo, vai ter que fazer o que? Prometer uma mesada para os pastores? Permitir que eles abram bancos evangélicos para ganhar dinheiro na especulação?
      O que deve ser feito é uma campanha da separação completa do Estado e da Religião. Não é com estratagemas nada democráticos que se ganha algo a longo prazo.

  5. Vocês viram a declaração do Ministro das Ciência e tecnologia??
    Ele disse que tem dinheiro só ate 31/08/2019! Então é hoje. De modo que é melhor fechar o Congresso o “çupreminho de frango” e o Executivo logo de vez e cortar em 70% todas as Forças Armadas. É so despesas pra nada.

  6. Brito,
    Depois da presepada que esse instituto de pesquisas aprontou no segundo turno das eleições do ano passado, quando apontava um empate técnico entre Bolsonaro e Hadadd, eu sinceramente não confio mais nas pesquisas feitas por ele. Agora, vamos considerar que esta pesquisa esteja correta em algum ponto: É extremamente preocupante quando você diz que a pesquisa mostra um quadro de apoio incondicional e de resiliência ao presidente Bolsonaro, e ainda, que seu prestígio continua intocado entre os evangélicos e o público masculino. Preocupante, porque, caso isto venha a se confirmar em outras pesquisas, o Bolsonaro demonstra que tem muita força no eleitorado brasileiro, e que se continuar assim durante os quatro anos de governo, ele será imbatível nas próximas eleições.

    1. Colega, o risco é 2020!!! Prefeitos!!!

      Em 99% das cidades não existe 2º turno. Logo a maioria dos prefeitos são eleitos com 30% dos votos válidos, justamente o que o Bozo tem quase no país todo, exceto Nordeste!!!

      Esse é o perigo real!!!!

      1. Andre Tonon,
        É verdade. Este é um dado muito importante que você apresenta. Realmente é um perigo real.

  7. Vejo a pesquisa comprovando o que eu chamo de “efeito corno manso”.
    É que tem muita gente que sabe que foi enganada (ou que errou propositadamente), mas que não tem coragem de admitir, então “fecha os olhos”, tentando enganar todo mundo.
    Parte da população que ainda gosta do governo Bozo, é constituída desses cornos, que não tem coragem de admitir que tomou “um baita chifre”…..

  8. Ao colocar o Vox Populi como instrumento de propaganda política, Marcos Coimbra corrompeu a CREDIBILIDADE de seu instituto.
    Será mera coincidência o fato de que o Fernando Brito destaca que a pesquisa Vox traz praticamente os mesmos números que a da CNT ? Um instituto de pesquisa com forte credibilidade não precisa ter seus resultados comparados com os de outros instituto. Ou não ?

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