Semana passada, assim que saiu o decreto do corte de 21 mil cargos e funções gratificadas – exclusivos de servidores – alardeado pelo Governo Bolsonaro como “grande obra” de seu início de governo, este modesto blog publicou que as universidades e institutos federais poderiam ter seu funcionamento virtualmente paralisado pela eliminação de funções acadêmicas e administrativas.
Seis dias depois – antes tarde do que nunca – a Folha tornou-se o primeiro dos grandes jornais a publicar que Decreto de Bolsonaro corta 13,7 mil cargos em universidades públicas. Alega que o Governo “desconversou” sobre onde eram os cortes, quando foi perguntado, na ocasião, o que era previsível.
13.710 cortes, exatamente, ou 65% do total de cargos eliminados.
Mas isso não é tudo. Ontem, o Diário Oficial trouxe a decisão de Jair Bolsonaro de retirar de pauta, na Câmara, a mensagem que criava vários Institutos Federais de Tecnologia (Centro Paulista, Oeste Paulista e o Sul da Bahia) e as Universidades do Médio e Alto Solimões (Coari e Benjamin Constant) e do Baixo e Médio Amazonas (Itaocatiara e Parintins), que tramitava desde 3 de janeiro, ainda com a exposição de motivos de motivos assinada pelo ministro da Educação do Governo Temer, Rossieli Soares da Silva.
O projeto também criava dentro da empresa Amazônia Azul, ligada à Marinha do Brasil, ensino de pós graduação em engenharia voltado para a área de tecnologia nuclear.
Adeus. Babaus. Neca.
Vê-se, assim, na prática, como é que Jair Bolsonaro cumpre seu anúncio, lá nos EUA, de que é preciso “desconstruir” e “desfazer” muita coisa no Brasil.