Não termos um governo, temos a ‘Bolsolândia’

Um filho no Planalto, despachando e “desenvolvendo linhas de produção solicitadas pelo Presidente Jair Bolsonaro”.

O outro, que usa boné da campanha de Donald Trump, na Casa Branca, ajudando o pai a oferecer o país aos Estados Unidos.

O mais novo treinando tiro de metralhadora e disparos de “sniper” na Academia da PF, com tempo, instrutor, arma e bala pagas com dinheiro público.

O filho senador fazendo representações contra os promotores que investigam os milhões movimentados pelo amigo-assessor-motorista e chefe do RH de seu Gabinete, Fabrício Queiroz, entre eles quatro cheques para sua madrasta, a primeira-dama.

Já imaginaram o escândalo que seria se fossem filhos de Lula e a falecida D. Marisa Letícia?

Teríamos  furiosos comentaristas na Globonews dizendo que é inadmissível o poder familiar, que se formara uma quadrilha para usar o Estado brasileiro e que a máquina pública não pode ser usada por um clã.

Haveria, a esta hora, pedidos de impeachment correndo soltos.

Mas como, segundo o herói de Bolsonaro, Donald Trum, um país de merda de onde saem imigrantes que são uma vergonha nacional, segundo o papai e o filhote que estiveram hoje no Salão Oval – o “Beato Salu” do Itamaraty foi deixado de fora.

Foi como um passeio à Disneylândia, não é?

Mas não se critique: ontem mesmo Bolsonaro disse à Fox News que foi eleito “para defender a família”.

A dele.

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