A festa da morte

 

O número de mortes por Covid-19 nos Estados Unidos, segunda-feira, chegará a 200 mil.

Aqui, hoje, passará de 130 mil, ao completarmos hoje seis meses desde que a OMS decretou – e tardiamente – que o novo coronavírus provocava

As pessoas seguem morrendo como moscas: 750 por dia, em média, lá; 700, aqui.

Também estamos “empatados” em taxa de infectados (19 em cada mil habitantes) e de mortalidade (600 óbitos por milhão de habitantes).

Mas há outro empate: o do cinismo de nossos governantes.

Donald Trump, flagrado mentindo à população sobre a gravidade da pandemia, sai-se dizendo que minimizou o problema para “evitar pânico”.

Jair Bolsonaro, hoje, tem a cara de pau de dizer que o país está “praticamente vencendo” a Covid.

Os dois festejam suas “vitórias” indiferentes ao oceano de corpos de cidadãos do seu país tombados sem defesa, enquanto eles só falavam da economia.

Riem, gracejam, pensam em tudo sob um ótica eleitoral.

Durante semanas adotaram uma postura negacionista, dizendo que era “uma gripezinha”.

Nem sequer uma sombra de dor e remorso lhes turva o rosto.

Confiam em que o processo de estupidificação da população, que os levou ao poder, ali os manterá.

Afinal, se foi a indiferença ao sofrimento humano que os projetou, porque a indiferença a morte não ia mantê-los brilhando.

Quem sabe, com todas as nossas esperanças, um pouco da cura chegue antes da vacina, com as eleições de 3 de novembro nos Estados Unidos permitindo que os eleitores norte-americanos, com as esperanças, digam a Trump o que ele dizia, para humilhar os personagens do seu “reality show”: you’re fired!

 

 

 

 

 

 

 

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