A inflação vai dobrar o ‘teto’?

A meta de inflação do Banco Central para 2021, de 3,75% já tinha ido no início do segundo semestre.

O teto da meta, de 5,25%, no início do terceiro.

A marca simbólica dos 10%, mês passado.

Agora, com a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação de outubro, de 1,2% no mês, tudo indica que vamos passar dos 10,5%, isto é, vamos dobrar o teto de elevação de preços que o BC admitia para o ano, quando for dado a conhecer o número definitivo do IBGE.

O reajuste, vigente hoje, da gasolina e do óleo diesel devem garantir fôlego para que a taxa permaneça no mesmo nível até o final do mês e nos deixar bem perto dos 11% ao ano.

Com os preços, sobem também os juros, que são o preço cobrado pelo dinheiro e a chamada “taxa de equilíbrio”, o valor supostamente necessário para alcançar a perda do poder de compra do que se empresta, fica mais alta e mais longe de ser alcançada, mesmo com os agora sucessivos aumentos da taxa Selic, o valor básico de garantia que o Estado dá aos que lhe financiam.

O “pico da inflação”, que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, dizia ter sido em setembro, parece estar se deslocando para outubro. E nada impede, com os solavancos políticos de Brasília, que passe para novembro, dezembro…

Paulo Guedes diz que a economia está voando. Talvez sim, voando para um quadro recessivo.

 

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