A morte cobrará um preço aos “muito vivos”

Novamente cresceu forte o número de casos de infecção por coronavírus: quase 3 mil e mais 206 mortes.

Não há, no horizonte, nada a não ser a expectativa de que venham a aumentar.

Já é uma morte a cada 14 minutos.

Nem isso comove os quinta-coluna da morte que urram pela abertura indiscriminada do comércio.

Bandidos assassinos, não merecem outro nome.

Tem razão o presidente da Associação de Shoppings, um tal Nabil Sahyoun que, ao defende o “abre-já” disse “tudo tem limite”.

Tem, sim. Ao que parece, porém, fica fora disso a ganância de gente que prefere a morte de seus semelhantes que o o prejuízo de alguns dias sem cair-lhes o dinheiro.

Amanhã (melhor dizer quando, aliás…) isso irá passar e esta gente terá de carregar na testa o estigma do genocídio.

Os norte-americanos, depois de libertarem o campo de concentração de Buchenwald obrigaram civis alemães pró-nazistas a pilha de cadáveres encontrada naquele açougue humano.

Talvez aqui valesse colocar o Sayoun, os Havans, os Madero, e o seu maior símbolo, Jair Bolsonaro, caminhar entre fileiras de corpos de gente que “ia morrer mesmo”.

Muitos iam, sim, por conta da letalidade deste vírus. Mas outros, muitos outros, não morrer pela propagação desnecessária e rápida, que lhes negará a assistência hospitalar que precisariam para sobreviver.

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24 respostas

  1. Tenho uma amiga que mora na Rocinha. Pelo que ela conta dá para se ter uma noção da subnotificação. São muitas pessoas com sintomas de Covid e algumas mortes. Nestes tempos de tanta chutologia, eu me atrevo a chutar também. Acho que tem bem mais do que cem mil infectados no Brasil, mas a ação do vírus não é tão letal quanto em outros países do primeiro mundo. Só chute, ou talvez um fio de esperança.

    1. Não entendi. Onde há chutes? E o que não entendi também onde está escrito ou afirmado que “a ação do vírus não é tão letal (que imagino você se referir ao Brasil) quanto em outros países do primeiro mundo”? De onde você consegue extrair tantas asneiras e com que intenções?

      E no mais, em todos os locais (blogs) que participa (e há bastante tempo) a sua tônica sempre é a mesma. O quê lhe falta, ou, tem de mais?

      1. O chute foi o dele em relação à letalidade. Disse que é uma sensação sem comprovação, só isso.

        1. Deve ser alguma imunidade cruzada. Sarampo dengue catapora influenza… Tudo isso junto deve dar alguma resistencia do brasileiro. Mas nao da p arriscar

  2. Escrevi em outro texto que se fosse oferecido um mínimo de previsibilidade, talvez as ânimos se acalmassem.
    Evidente que a quarentena é importante, assim como a manutenção de atividades essenciais pra dar um pouco de conforto a sociedade. Claro tb que já houve efeitos favoráveis, apesar do BOZO, onde ganhamos tempo pro preparo de mais equipamentos, assim como pra instruir melhor a população a agir e se proteger.
    Doutra feita, é fato que os mortos de hoje foram contaminados 2 a 4 semanas atrás, e que o total de afetados de hoje, que farão vítimas amanhã, já devem estar caminhando muito rápido pra casa do milhão, ou MAIS.
    Problema é que tem cientista que diz que a imunização por contágio, praticamente inevitável, poderia levar até DOIS ANOS.
    Acho que é quase consenso que MUITAS atividades tem que considerar o SEMESTRE definitivamente perdido, e assim passarem a buscar alternativas pra se viabilizarem pro futuro, como cinemas, teatros, shows, espetáculos esportivos, cultos religiosos e ESCOLAS de todos os níveis.
    Por outro lado, a abertura de logradouros públicos, assim como o comercio de uma forma geral, serviços burocráticos públicos e privados, desde QUE CONDICIONADOS ao uso OBRIGATÓRIO da máscara por exemplo, acho que já deveriam estar previstos no tempo, digamos, pra maio, por exemplo.

    1. O ministério da Saúde já transferiu o pouco para maio- junho e os hospitais começaram e colapsar agora. Como ao invés de levar mais a sério o isolamento a população afrouxou vamos sofrer as consequências ali na frente.

    2. O Fla X Flu travado entre o distanciamento social e o “segue a vida normal”, encobre e vai continuar impedindo este debate do quando e como retomar! Daí, vai seguir a desordem e falta de sincronizacão das ações.

  3. Os negacionistas vão tentar escapar em duas únicas tábuas de salvação: A subnotificação e a sabotagem da testagem ampla. Mas não vai dar certo. Vão ser varridos pela brutalidade da realidade.

  4. Fernando

    Faltou incluir os rentistas donos de fundos de investimentos que não produzem um prego sequer e vivem às custas da desgraça alheia e os otários que votaram no bozo esperando viajar para Miami, por exemplo, com o dollar a R$ 2,00.
    E, na verdade, são esses últimos que frequentam passeatas e tudo mais à protestar contra a razão que morrerão. Enquanto que os primeiros estão em quarentena, seguros, em suas belas casas, no campo ou na praia.

  5. Vou te dizer o que vai acontecer. Terminada a Pandemia e desafogados os leitos dos hospitais (ou não!) muitos idosos e comórbidos que contraírem a doença vão continuar morrendo e as lojas e restaurantes desses “tudo por dinheiro” continuarão lotadas. Os psicopatas não se importam com as pessoas desde que o dinheiro continue apoirtando em seus caixas. E os brasileiros não se importam com o que lhe fizeram, ou por covardia ou comodismo. A Anistia aos torturadores e militares está aí para nos esfregar a cara.

    1. Enquanto houver hospitais e UTIs de luxo garantidos para a elite do atraso, o povo continuará morrendo e as lojas Havan, funcionando normalmente.

  6. Nunca tive esperança de sair desta pandemia em um mundo mais solidário e humano. Mas, esperava que durante e seu curso haveria, no mínimo, um silêncio respeitoso e uma comoção coletiva.
    Mesmo que, internamente, nem todos sentissem a dor das vidas perdidas, esperava na face um ar
    entristecido, em respeito a quem sente diretamente a dor.
    No entanto, a apologia a morte e tantos seguidores desfilando em seus carrões, buzinando e pedindo mais, causa em mim uma dor em dobro:
    1. A perda das vidas de irmãos brasileiros, por conta da negligência;
    2. A certeza de que, os que desfilam nos carrões, embora habitem o mesmo solo pátrio, não são meus irmãos. Merecem o rigor do julgamento na justiça comum e da história… se nenhum destes forem efetivos, espero que seja o julgamento divino!

  7. Milton Santos afirmou que isso ocorre porque o centro do mundo deixou de ser o homem e passou a ser o dinheiro que deixa idosos, pobres e excluídos morrerem tranquilamente.

  8. Sabe aquela historia de que a ditadura deveria ter matado 30 mil. Pois é, esse pessoal está hoje com 65-70-80 anos…O mito vai realizar seu desejo…

  9. Sem testar, como vamos saber a dimensão do contagio no Brazil? Os índices aqui na Bahia aumentam, mais pelo comprometimento do governo do estado e prefeitura da salvador testando o máximo possível do que vontade de bostanaro de matar todos nós. Se estivéssemos testando cada cidadão como está os esteites (com trump lá, as vezes da desgosto de escrever ou até falar EUA) saberíamos que a coisa não está assim “passando” como disse o Asno a dias a trás. Sou autonomo, estou de quarentena a semanas e nem lembro mais quando comecei. Sem trabalhar, sem ganhar o pão de cada dia. Acredito que peguei o virus a semanas passadas, me curei com dificuldades, mas nem tive como testar se estava positivo ou nao. Mas quantos teriam e terão a sorte de passar vivos? por isso fiquei em casa e fico, salvei pessoas por não contamina-las e fico feliz por isso. Seria bom que todos pensassem assim. Mas isso é ilusão, utopia.

  10. Se tem uma coisa que terei prazer em fazer, passada a pandemia, é boicotar esses “comerciantes” que colocam o lucro acima da vida humana.

  11. Depois dessa guerra mundial, a III Grande Guerra, precisaremos de um TIP que julgue genocidas. Aqui nos trópicos nada mudará sem a pressão internacional, pois as instituições estão falidas e corrompidas. A destruição da Amazônia, a poluição das grandes empresas petrolíferas, dos plásticos nos mares, o derretimento dos polos, as guerras e miséria. Há atos dolosos contra a humanidade.

  12. Um documentário da BBC, em 2007, revelou um imenso volume de ossos humanos enterrados no deserto da Namíbia, ex-colônia alemã. Cem anos haviam se passado desde o genocídio perpetrado contra pessoas de várias tribos (entre 1904 e 1908), até que o governo alemão foi instado a reconhecer o crime de lesa-humanidade.
    A imprensa são os olhos e a voz da sociedade. Se ela não cobrar, milhões de mortes terão sido em vão. Porque na sociedade midiática, os fatos não importam mais do que a versão e o julgamento levados a público.

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