A morte cobrará um preço aos “muito vivos”

Novamente cresceu forte o número de casos de infecção por coronavírus: quase 3 mil e mais 206 mortes.

Não há, no horizonte, nada a não ser a expectativa de que venham a aumentar.

Já é uma morte a cada 14 minutos.

Nem isso comove os quinta-coluna da morte que urram pela abertura indiscriminada do comércio.

Bandidos assassinos, não merecem outro nome.

Tem razão o presidente da Associação de Shoppings, um tal Nabil Sahyoun que, ao defende o “abre-já” disse “tudo tem limite”.

Tem, sim. Ao que parece, porém, fica fora disso a ganância de gente que prefere a morte de seus semelhantes que o o prejuízo de alguns dias sem cair-lhes o dinheiro.

Amanhã (melhor dizer quando, aliás…) isso irá passar e esta gente terá de carregar na testa o estigma do genocídio.

Os norte-americanos, depois de libertarem o campo de concentração de Buchenwald obrigaram civis alemães pró-nazistas a pilha de cadáveres encontrada naquele açougue humano.

Talvez aqui valesse colocar o Sayoun, os Havans, os Madero, e o seu maior símbolo, Jair Bolsonaro, caminhar entre fileiras de corpos de gente que “ia morrer mesmo”.

Muitos iam, sim, por conta da letalidade deste vírus. Mas outros, muitos outros, não morrer pela propagação desnecessária e rápida, que lhes negará a assistência hospitalar que precisariam para sobreviver.

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