Alguém ainda acha que Bolsonaro quer um partido?

Será possível que alguém imagine que esta história do “Aliança para o Brasil” seja a da criação de um partido que, democraticamente, disputará o poder político?

Já de cara isso se pode descartar com o olímpico desprezo pela disputa eleitoral do ano que vem. Embora municipal, ela se estende por todo o país tem – ou deveria ter – ao menos alguns traços nacionais.

No seu próprio manifesto, faz questão de mostrar-se como um ajuntamento em torno da figura do “Mito”:

Isso mesmo! Muito mais que um partido, é o sonho e a inspiração de pessoas leais ao Presidente Jair Bolsonaro, de unirmos o país com aliados em ideais e intenções patrióticas.

Ou do que se lhes faz traduzir em bobagens como o tal “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”, muito adequando a quem bate continência à bandeira americana e prega todo dia a violação do primeiro mandamento da tábua de Moisés.

Tudo discutido na profundidade do zapzap que, promete, será seu meio fundamental de “se comunicar com as suas bases e filiados por meio das mais modernas e eficientes ferramentas de comunicação.”

Espanta, por isso, que a maior parte da imprensa siga tratando a “Aliança” como um projeto partidário, interessado em formar bancada parlamentar, aglutinar maiorias congressuais ou que tais.

Bruno Boghossin, hoje, na Folha, é um dos raros que foi ao ponto:

(…)a única razão de existir do partido é servir como máquina para mobilizar as bases bolsonaristas.

O que torna tudo terrível é a pergunta que se segue: mobilizar para quê?

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11 respostas

  1. O partido fascista do sargento anticristo, que tem como símbolo uma rosca verde amarelada, quase queimada, será por onde entraram e sairão os excrementos do:
    “brasil
    neo brasil bananeiro
    do Bozo milicianeiro
    Vai sumir do mundo inteiro”.

  2. Em breve, em um lugar próximo de você, a nova produção “A Noite das Facas Longas”, com o astro-canastrão no papel de Fuehrer.

  3. Aliança para o Brasil, APB…Parece mais nome de facção criminosa, tipo PCC,CV,ADA… a concorrência vai ser grande hein.

  4. Outro dia sobre a reunião dos BRICS estava na página inicial do UOL um artigo dizendo que a reunião mostrou um Bolsonaro “pragmático”. Esses repórteres não valem o papel impresso do manual que não leem.

  5. Ja Pensaram na possibilidade de Bolsonaro nao querer mesmo participar da proxima eleicao para nao ser “comparado” e que as pessoas possam ver que o seu eleitorado ja “diminuiu” ? pode ser uma estratégia dele, se descolar do PSL, para a imprensa ao final de 2020 nao ter base de comparacao e ver que o bolsonarismo encolheu, ou seja ele realmente nao quer que o partido dele participe das proximas eleicoes!!!, e vai apostar tudo em 2022.

  6. Como um outro jornalista já disse, nossa sorte a completa incompetência e ignorância de Bolso. Se ele tivesse uns 2% a mais de capacidade ele seria um perigo terrível. Mas isso não quer dizer que ele não possa causar estragos.

  7. Isto não é partido. É milícia armada para derrubar o que restou das instituições democráticas deste ex-país.

  8. Uma obra seminal, importantíssima para entender o bozismo e os bolsomínions, incluindo aí os evangélicos, é o livro de Reich “O que é isso Zé Ninguém”. Ele não tira apenas o tapete dos pés dos preconceituosos (no caso, os anti judeus). Ele tira a roupa, mostra as miudezas e as vergonhas, põe de cabeça para baixo e sacode. Não resta nada do indivíduo porque não são indivíduos. Eles não são nada, não valem nada.

  9. Mobilizar para ter deputados que sejam origem para o fundo partidário e contribuam para a franquia da família. Assim o chefe e filhos aumentaram o patrimônio. É o que sabem fazer. Tentaram se apropriar das sobras da energia a que tem direito o Paraguai mas parece que não deu certo (foi abafado).

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