Apoio a Bolsonaro não vem da razão e dos fatos, vem só do ódio

Não há nenhuma novidade na pesquisa Datafolha que, como se registrou ontem aqui, viria com um índice de aprovação a Bolsonaro pouco diferente de um terço da população.

É o que ele tinha no início da carreira eleitoral: o eleitorado de direita, afunilado para seu lado extremo, desde que o processo autofágico das instituições foi posto em marcha, no segundo mandato de Dilma Rousseff.

É deste ódio insano que vêm os seus 32% de “ótimo” e “bom”, como fica fácil de perceber com outro dado da pesquisa, os gordos 60% que acham que ele “fez pelo país menos do que você esperava”, um critério mais exato de reprovação que os 30% de “ruim e péssimo”.

Portanto, é correto dizer que três quintos da população já estão, apesar do crédito de confiança inicial, decepcionados com o desempenho presidencial.

O apoio a Bolsonaro tende a minguar um pouco mais, mas não tanto, exatamente porque a parcela dos brasileiros, especialmente na classe média e entre os mais ricos, que se alimenta do ódio segue grande e continua absorvendo quase todos os conservadores que poderiam alimentar o “centro” político.

Este é o dado relevante para prever o movimento das forças políticas no Congresso. Uma coisa são as ambições dos parlamentares por cargos e votos (e há três meses estes estavam com Bolsonaro), outra é a sua sobrevivência política, para a qual “ser de direita sem ser bolsonarista” pode render mais espaços na mídia, mas já não se configura boa opção eleitoral.

A destruição da “velha política”, substituída pelo monolitismo do culto ao “Mito”, passa por tirar-lhes a base eleitoral.

A reforma da Previdência, para quem a ela aderir, é arapuca eficiente para deixar esta turma de pé sobre o nada.

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8 respostas

  1. Temer concluiu seu “mandato”, apesar da rejeição popular. O poder da grana e da submissão aos ianques fala mais alto do que reprovação. A gente se diverte, mas é só isso.

    1. Espero que o resto de vergonha na cara dessa corja, não permita que ele siga presidente por muito mais tempo

  2. Será que esse ódio não tem cura?
    Será que não tem prazo de validade?
    Esse ódio contemporâneo, nascido das redes sociais, é um fator novo na humanidade.
    Talvez haja um antidoto natural para essa doença, que quando menos se espera, vai se revelar.

    1. Penso que muito ajudaria uma educação de qualidade, crítica, que apontasse esperanças. Talvez por isso, a área seja tão pisoteada.

    2. esse ódio é proveniente do medo e desprezo que a classe média sente pelo povo. talvez o exemplo mais eloqüente seja o incômodo com “aeroportos que parecem rodoviárias “(subtexto: pobres num espaço antes exclusivo).

  3. Não vejo muitas razões para ser otimista e orgulhoso com o Brasil e do seu povo. Mas como o absoluto não existe e para cada verso existe o anverso, a direita, as elites e o neoliberalismo maníaco por lucro que devolveram o país ao capitalismo predatória (pois é só isso que a direita sabe fazer), folgadamente diga-se, precisaram sair do armário e botar a cara à mostra para poder governar, exercer o poder. Sabe-se mais do que nunca, agora, quem são. Claro que é preciso tomar vacina contra tétano, passar mentol no nariz e tomar antiemético para se aproximar e reconhecer essa gente. Mas todo mundo pode agora saber com clareza quem são. Encapsulados à direita, o que deveria ser feito seria deslocar o poder que esta minoria se apoderou e devolvê-lo ao povo, à maioria democraticamente como obriga a constituição federal deste e de todos os países civilizados: Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido (cláusula pétrea). Se as elites vão ou não pagar o chumbo que com elas deveria ser gasto… bem isso é irrelevante. O importante é que não voltem mais a botar a feia cara prá fora do armário de onde nunca deveriam ter saído. Para tanto é preciso reconhece-las e não esperar que elas se comportem bem, porque não vão. Agora, pelo menos, suas identidades está à mostra. Não é agradável, mas basta olhar.

  4. Concordo, o que liga Bolso ao seus eleitores é o ódio, o ódio é capaz de cegar pessoas, os robôs adoram a grana para alimentar o ódio. Já a mídia mercenária e vendida pelos bancos e U.S.A segura o Bolso pelos interesses americanos e pela destruição aos direitos do povo e proteção aos rentistas

  5. Infelizmente esse canalha no poder sabe agradar bem a esse um terço de cativos. Usa muito bem o discurso religioso para seguir mitu

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