Argentina começa a votar e Cristina confirma transferência de votos

Com 33,5 milhões de eleitores, a Argentina começou a votar nas eleições primárias que definirão o quadro político para a escolha de seu novo presidente.

A rigor, as “Paso”, como são conhecidas, definem apenas quem será o candidato de cada partido ou coligação. Na prática, como as candidaturas se definiram em cada frente, funcionam como uma prévia da eleição presidencial.

A ex-presidenta Cristina Kirchner, perseguida pela mídia e pelo Judiciário, escolheu manter-se fora da linha de frente da disputa, assumindo o lugar de vice da chapa de Alberto Fernández, ex-chefe de gabinete de Nestor Kirchner.

Restam poucas dúvidas de que isso se deveu ao fato de Cristina, preventivamente, ter sido eleita senadora, o que travou o apetite do Judiciário em tirá-la da disputa pela via dos tribunais.

Ela, com algumas poucas aparições públicas, parece estar conseguindo transferir os votos, pois Fernández lidera todas as pesquisas de opinião e está em empate técnico com o presidente Maurício Macri num possível segundo turno.

Não se pode, desta vez, falar em efeito Orloff em relação ao país vizinho – quem não se lembra do “eu sou você amanhã”? – pela impossibilidade de comparar-se Jair Bolsonaro a qualquer outro político de direita, como Macri.

Mas é possível pensar no que são eleições onde – apesar de seu desejo em fazê-lo, como aqui – a Justiça não deforma – ou pelo menos não deforma tanto quanto aqui – o processo de expressão da vontade popular.

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