Banalizaram a morte, ignora-se o desastre

Nos últimos sete dias, a média de mortes foi de 816 a cada 24 horas.

Neste ritmo – e não há o que faça esperar uma mudança para melhor, pela queda do isolamento – teremos, ao final do mês, 30 mil mortes.

Com as infecções no ritmo de ontem, o número de casos estará em -atentem – meio milhão de pessoas.

A providência tomada pelo Governo Federal, além do protocolo charlatão e apócrifo da cloroquina, tomou a importante medida de modificar o site do Ministério da Saúde para destacar, em lugar das vítimas, os “recuperados”, obviamente muito mais numerosos em uma doença que tem, aqui, uma taxa de mortalidade de perto de 7%.

Na economia, o desastre não é menor.

Os dados do desemprego, hoje, nos EUA, somaram quase 39 milhões de demissões em nova semanas.

Os daqui, represados por pesquisas que não medem nada nas circunstâncias desta crise, alguém duvida que desapareçam 15 ou 20 milhões de postos de trabalho?

Mas também temos no centro das preocupações econômicas o veto ao reajuste dos servidores públicos, embora com a “malandragem” de realizar antes disso o reajuste dos vencimentos das chefias da Polícia Federal.

É óbvio que nenhum governo estadual, tão ou mais quebrados que o Federal, vai abrir as burras para servidores, mas a questão serviu como pretexto para dilatar – e mais ainda se dilatará – o prazo para o socorro financeiro necessário e deixar todos eles dóceis e submissos.

A tudo isso, soma-se o fato que se tem um governo em estado de dissolução moral, acossado por denúncias e testemunhos do “abafa” montado em torno do caso Queiroz que surge na esteira das acusações de Moro, o que deixa a gente a pensar que houve “mão amiga” para ressuscitar os sentimentos de honra e de dignidade, mais de ano e meio depois, do empresário Paulo Marinho.

Não tenha a menor dúvida, leitor e leitora aflita para que o nosso país saia deste inferno, não “atingimos o pico” da desgraceira.

Nosso país não sairá dela sem uma ruptura.

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14 respostas

    1. Um carioca que não tem nenhum talento, tenta supervalorizar o fato de ser carioca, e sai a gabar-se de sê-lo, mesmo que isso deponha contra os outros cariocas. Do mesmo modo, quem não possui quaisquer qualidades pessoais das quais possa se orgulhar, sai pelas ruas enrolado em uma bandeira do Brasil, como se ela fosse um rótulo que o vendesse de patriota.

  1. Exatamente, só uma ruptura, ou seja, um levante popular de grandes proporções, poderá nos tirar do atoleiro.
    Os fatos significativos que vejo são as pequenas — mas importantes — manifestações anti-fascistas. Na av. Paulista, torcedores do Corinthians puseram fascistas pra correr. Em Porto Alegre, um grupo antifascista fez o mesmo. Em Brasília houve uma pequena manifestações ontem pelo Fora Bolsonaro. É um começo.

    1. É isso amigo.
      É o que eu sinto quando vejo toda manifestação bolsonaristas fascistas e fanáticas nas ruas; a vontade de combater, de dar uns safanões, uma chacoalhada nesses caras.
      Minha mãe sempre nos ensinou – 7 filhos homens – a ser pacíficos e dialogar, a abominar a violência. No entanto ela punha limites.
      Dizia: Quem se abaixa muito fica com a bunda de fora.
      Ou seja, há um momento em que é necessário uma reação, senão o opressor se sente cada vez mais empoderado e audacioso.
      E era assim que na infância eu e meus irmão tratávamos os demais moleques na rua. Quando abusavam e passavam dos limites e tentavam nossa humilhação e subordinação forçada à suas maldades, eram enfrentados, e como éramos MUITOS, se recolhiam ao devido respeito.
      E porque recorro a esta lembrança da infância?!
      É porque é o que estes arruaceiros bolsonaristas são: MOLEQUES!

      1. Pois é, Luis.
        Sua mãe está certíssima. Há um limite para o pacifismo. E esse limite chegou. Com a esquerda ou sem a esquerda, haverá uma explosão social. Há milhões desempregados, e milhões passando fome.
        Essa história de que o povo brasileiro é bovino e passivo não passa de lenda. A História do Brasil é cheia de levantes populares, embates sangrentos e revoltas furiosas. Mas isso, claro, não nos contam na escola.
        Sim, os fascistas são arruaceiros, e fundamentalmente covardes. Quando são enfrentados, correm.

  2. Parafraseando Churchill:
    Infelizmente não estamos no começo do fim, mas estamos mesmo, é no fim do começo.

  3. Bolsonaro e as instituições suas cúmplices, quando nos livraremos deles, quando este país terá a volta ao normal?
    Destruíram o país!

  4. Estamos pagando o preço por aquela “redemocratização” de araque. O lema “inimigo de meu inimigo é meu amigo” foi adotado, mas os “inimigos dos nossos inimigos” não eram tão inimigos deles assim, por isso não houve acerto de contas. Aí os inimigos dos nossos inimigos se aliaram todos de novo e deu nesta porcaria. E é desesperadora viver com a sensação de não haver saída, porque toda esta cambada de nossos inimigos está a serviço do pior império que já existiu sobre a face da Terra.

  5. Estamos pagando o preço por aquela “redemocratização” de araque. O lema “inimigo de meu inimigo é meu amigo” foi adotado, mas os “inimigos dos nossos inimigos” não eram tão inimigos deles assim, por isso não houve acerto de contas. Aí os inimigos dos nossos inimigos se aliaram todos de novo e deu nesta porcaria. E é desesperadora viver com a sensação de não haver saída, porque toda esta cambada de nossos inimigos está a serviço do pior império que já existiu sobre a face da Terra.

  6. O impeachment vai ter que passar por cima do Maia, já que o Bolsonaro e o Centrão estão em lua de mel (e bote mel nisso!) e o Maia é o próprio Centrão.

  7. UM RETRATO
    Aliou-se à pandemia
    E tornou-se um genocida,
    Despreza a democracia
    E tem mente pervertida.

    Tem um clã medieval
    Ligado a milicianos,
    Espalhando o mal letal
    Do fascismo há muitos anos;

    É feito um vírus visível,
    Com parceria invisível,
    A nos levar para o além;

    O invisível mata gente,
    O visível, não contente,
    Mata seu país também!
    Tarcísio Arruda
    19/05/20

  8. Creio há algum tempo que um desfecho infeliz se delineia. Tivemos má sorte. Um governo nojento se instalou para acabar com o Brasil. Na história dos humanos, grandes porcarias governantes foram enxotadas por movimentos populares. Às vezes não. Canalhas se mantiveram no poder até a exaustão. Mas agora o vírus poderá ser um catalisador de mudanças. Para pior. O tipo asqueroso e os vagabundos que o ajudam a estar no poder acham que é só vomitar ameaças. Entretanto as massas famintas, sem esperanças e sem futuro se juntarão ao crime organizado e às religiões comandadas por bandidos. Todos doentes porque o vírus se tornará endêmico graças à ação do demente do planalto. Um melée demográfico que terá que se reorganizar para derrotar o vírus. Novas forças sociais aparecerão. A moral e os bons costumes serão enviados à casa do carva-lho. Um roteiro de filme apocalíptico de terceira classe com chance de se tornar real.

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