Bolsonaro, ao desautorizar Cide, desautoriza Guedes

O almirante Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia, disse hoje ao site Poder360 que “o Governo vem estudando um instrumento via tributos como forma de não submeter a economia, bem como a população, à volatilidade abrupta de preços, para mais ou para menos”.

O imposto, como ele mencionou, seria a Cide – Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico – , cujo o aumento de alíquota seria usado para compensar quedas de arrecadação provocadas por uma eventual redução do preços dos combustíveis, com a queda fortíssima do petróleo.

Supõe-se que, em condições normais, mudanças na tributação sejam discutidas com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

À tarde, Jair Bolsonaro, lá dos Estados Unidos, disse que “não existe possibilidade do Governo aumentar a Cide para manter os preços dos combustíveis”.

Bento Albuquerque ficou com a humilhação pública, mas quem ganhou aquele conselho que ficou famoso na boca suja do general Augusto Heleno foi Paulo Guedes.

Guedes, que sabe que os evidentes sinais de retração na economia impactam diretamente a arrecadação e, portanto, o déficit público e a nenhuma capacidade de gasto governamental.

Bolsonaro está se lixando para se seu “Posto Ipiranga” tem ou não de onde pagar as contas.

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17 respostas

  1. Todo imposto acaba sendo repassado nos preços até chegar ao consumidor final, que é o povo. Então, de uma forma ou de outra, o governo vai ficar com o imposto para compensar a queda do preço do combustível e quem vai pagar é o povo, incluindo aqueles que nem carro tem.

  2. Por enquanto eles ainda estão na fase light do regime. Eles estão ainda comportados, porque, por mais absurdo que pareça, a maioria deles acredita piamente que estão fazendo o melhor para o Brasil e para o futuro do país. Parece loucura, mas militares, políticos e até economistas acreditam nisso. Eles jamais admitiriam que ainda não sucumbiram porque estão se equilibrando à custa da farta gordura deixada na despensa pelos governos do PT. Quando eles não tiverem mais como evitar encarar o tamanho do desastre em que enfiaram a Nação, com seu lero-lero ideológico infantiloide, aí então eles virarão feras de verdade. Vão investir tudo o que puderem investir em chicotes e correntes.

    1. O “Grande Golpe” está a caminho. Até o Merval Pereira pegou o megafone e correu para o meio da rua para avisar. O Clube Militar anunciou que vai marchar em 15 de Março vindouro em apoio a uma manifestação cujos objetivos explícitos são o fim da Democracia, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal e a investidura do capitão Bolsonaro como ditador perpétuo do Brasil.

      1. Perdido na justiça comum, completamente perdido na economia e perdendo a olhos vistos apoio popular, só resta ao capitão tentar fazer decolar seus sonhos de ser um ditador de algo maior que a Barra da Tijuca. Ele foi ao Trump pedir apoio, e daí vem a cara meio que de aflição do Trump, mas sabendo que uma desestabilização completa no maior país da América Latina seria um presente dos deuses para quem vive de desestabilizações.

    2. A conversa da direita agora é que todo político é igual. Quando é a direita que está no poder todo mundo faz merda, ou seja, colocam todos no mesmo saco. Mas, quando é a esquerda, eles dizem que se a direita estivesse no poder, não haveria um só erro.

      Quanto a diminuição do preço dos combustíveis, achei interessante a entrevista realizada na RBA (rádio), que por sinal, caso alguém não conheça, É MUITO BOA!!!!!!!!!!! O entrevistado disse que, apesar do valor do barril cair e de termos capacidade de refino ociosa, como estamos importando combustível e pagando em dólar, com o dólar subindo o governo fica entre a cruz e a espada. A reportagem fala da importância da prospecção, refino e transporte na mão da Petrobras, enquanto empresa nacional, como condição para que o governo tenha uma estabilidade no preço dos derivados do petróleo.

  3. Tem razão o general. Seria terrível submeter a população a uma volatilidade abrupta de preços para menos. Para proteger a população da diminuição de preços é necessário o CIDE. Principalmente a população de banqueiros, que de outro modo ficaria privada de sua gorda fatia da arrecadação.

  4. Mais umas 10 crises e então talvez descubram que a melhor forma de administrar preço de combustível era aquela que o maldito PT usava. Petrobras é uma empresa pública, então o interesse público deve prevalece na hora na fixar preços. Não se administra empresa pública em busca de lucro exclusivamente.

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