Câmbio: o mercado diz ao BC que “ajoelhou, tem de rezar”

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O Banco Central entregou ao mercado nada menos que US$ 5 bilhões de dólares em contratos de câmbio.

Em condições normais, um “coice” capaz de derrubar violentamente o dólar.

No entanto, a moeda norte americana subiu forte: quase dez centavos, 2,64% em uma única tarde, mesmo com a injeção cavalar de garantias cambiais, dando prosseguimento na derrama que iniciou há dias.

Se houve uma queda-de-braço qualquer analista dirá que o “mercado” ganhou fácil.

Como o BC cometeu a asneira de anunciar que, do dia 7 até amanhã, ofertaria US$ 25 bilhões, os cambistas querem os US$ 25 bilhões.

Ajoelhou, tem de rezar, dizia Abelardo Barbosa, o Chacrinha e a platéia quer o “bacalhau” prometido.

E o BC sabe que a fome por dólares continua e afirmou, em nota, que pretende oferecer mais cerca de US$ 10 bilhões, pouco mais ou pouco menos, em contratos de “swap” de dólares.

O BC optou por não “deixar o mercado falando sozinho” há um mês, quando começou a disparada da moeda americana, por não querer encarar um aumento da inflação que isto inevitavelmente trará.

Afinal, é o único laurel do Governo Temer.

E a “turma da da bufunfa” está ganhando dinheiro a rodo com estas variações gigantescas do câmbio.

Todos de olho na possibilidade de uma terceira denúncia da PGR contra o presidente e de uma “tempestade cambial perfeita” que jogue o dólar para o inimaginável.

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