Corta, corta e o rombo só cresce

romset

A capa do site do Valor, aí em cima, não podia ser mais expressiva.

Mesmo com o crescimento da receita (em grande parte por conta do PIS/Cofins e do Refis que, em parte, terá de ser devolvido, por conta das regras mais frouxas sancionadas por Temer para comprar votos), o rombo das contas públicas em setembro veio acima do esperado e elevou o acumulado no ano para o maior valor desde – atenção! – 1997!

Mesmo com a súbita onda de fé cristã em que flutua o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está cada vez mais difícil ficar dentro da meta – já ampliada – de R$ 159 bilhões.

Porque, até setembro, o déficit de R$ 108,5 bilhões deixa, para alcançar a tal meta, um saldo negativo disponível de R$ 50 bilhões.  A isso o governo espera somar R$  27 bilhões com concessões de usinas hidroelétricas, campos do pré-sal e aeroportos.

Ou seja, tem R$ 77 bilhões para enquadrar saldos mensais em outubro e novembro na casa do registrado em setembro (-R$ 22,7 bi)  e R$ 32 bilhões para fazer frente ao gasto significativamente maior de dezembro, com pagamentos de 13° e pagamentos de final de período.

Vai ser preciso orar muito para dezembro ficar só nisso.

Ainda assim, com uma redução monstruosa no custeio da máquina pública, onde hoje falta de tudo, e dos investimentos. Do mesmo Valor:

Nos nove primeiros meses de 2017, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 15,766 bilhões, ante R$ 26,983 bilhões verificados no mesmo período do calendário anterior . No caso do Minha Casa, Minha Vida, os investimentos foram de R$ 1,968 bilhão, montante inferior aos R$ 4,769 bilhões de igual intervalo de 2016.

Veja bem os cortes são em comparação ao final de 2016, quando já se cortava impiedosamente. Os investimentos das estatais caiu à metade. Os gastos com construção e conservação de rodovias, também quase à metade do que era em 2014.

Alguém tem de contar a essa gente que, na economia, repete-se o que ensinava a charada inocente da infância: “o que é, o que é, que quanto mais se tira, maior fica?. Buraco!
contrib1

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8 respostas

  1. Um amigo meu coxinha que reflete bem a ignorância absoluta que tomou conta do Brasil me disse ” tudo culpa do petê”.

  2. Conforme outro guru do velho neoliberalismo,o Delfim, este ícone ( o merdielles) não passa de um quitandeiro .A direita no Brasil é tão extrema que a esquerda virou centro , só isso explica que este bosta tenha sido ministro do Lula.

  3. meirelles, os urubús, suas atitudes e salários, as quadrilas de “representantes, etc.
    tudo isso é uma discussão do varejo.
    para discutir o atacado, temos que olhar para uma classe de sociopatas que radicalmente rejeita qualquer alternativa de formação de uma sociedade civilizada.
    como tratá-la.

  4. A classe trabalhadora esta desempregada, sem direitos, passando o maior perrengue
    Estão esperando o quê para ir as ruas?
    É a classe trabalhadora que o patrão gosta.

  5. Esta frase, famosa no meio acadêmico (‘é culpa de minha mãe, é culpa de meu pai, ou é culpa de ambos’) – em detalhe, psicologia e psiquiatria – serve de lastro para o idiota, o imbecil, o facínora, o ególatra, o analfabeto político e quetais.

  6. Erro imperdoável desse governo usurpador é vender patrimônio para fazer caixa comprando votos. A perda não e só de recursos financeiros, mas, principalmente, de nossa soberania. Interessante que no discurso deles procuram falar como se fosse o PT, só que são mentirosos. Imitam discurso da esquerda, afirmam liberação de pequenos milhões como se estivessem sendo generosos mas gastam bilhões improdutivos para se manter no poder. Até quando vamos ficar aguentando tamanho absurdo?

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