Crise na PEC empaca “Auxílio Brasil”

A ala política (leia-se, o Centrão) do governo sugere que pode lançar mão do “estado de calamidade pública” – estabelecido em maio do ano passado, por emenda constitucional, para fazer frente à pandemia – para fugir do limite do Orçamento e implantar o “Auxílio Brasil” na forma de benefício temporário, limitado à duração desta situação.

É uma admissão de suas imensas dificuldades em aprovar a PEC dos Precatórios e um problema sério para Arthur Lira.

O ministério da Economia, ao contrário, insinua que, sem a PEC, fica-se sem auxílio, como forma de pressionar os deputados a, na voltado feriado de Finados, aprovarem a PEC.

Bate de lá e de cá, o mercado financeiro segue na sua especulação, com nova alta do dólar (para R$ 5,625 e até R$ 5,66 nos negócios após o fechamento).

O governo segue apostando que fará o que quiser e a semana termina sem que se formalize o auxilio prometido aos caminhoneiros, que ganharam, em lugar dele, um novo aumento do diesel. O combustível dos caminhões chegou ao maior valor real (corrigindo-se pela inflação) desde que a Agência Nacional do Petróleo começou a fazer levantamento de preços, em 2012.

Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura, ameaçou cancelar a proposta do “bolsa diesel” se os caminhoneiros insistirem no anunciado movimento do dia 1°, para o qual a mobilização ainda é duvidosa, mas não desprezível: “Houve uma reação negativa da categoria. Entendo que essa reação pode fazer com que o auxílio simplesmente não aconteça”.

A ânsia eleitoral de Jair Bolsonaro está levando o governo a cometer erro atrás de erro na economia e, sobretudo, na inflação que já ameaça renovar o pico ao fim do mês e, pior, igualar o alto nível de novembro de 2020, cuja saída do cálculo anual dava esperanças de fazê-la recuar a 9%.

É a economia, porém, é o que determinará o caminho das eleições e cada frustração que Bolsonaro gera, apesar do fanatismo dos seus seguidores, mais um desgaste em sua popularidade maior do que todas as barbaridades e selvageria que diz.

 

 

 

 

 

 

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