Emprego “oficial” também cai. E cairá mais, com reforma

Dias atrás, o senhor Jair Bolsonaro declarou que estavam erradas as estatísticas do IBGE que apontavam um aumento do desemprego e, sobretudo, do desalento dos brasileiros em buscarem um emprego, argumentando que os números do Ministério da Economia mostravam o contrário.

Bem, agora não mostram mais, pois o Cadastro de Empregados e Desempregados que Paulo Guedes herdou do extinto Ministério do Trabalho registrou o fechamento de mais de 43 mil postos de trabalho no mês passado.

Uma ducha de água fria, que assinala a extensão do pessimismo econômico para a generalidade dos empregadores: que não acha que os negócios vão melhorar, não contrata.

E se a reforma da previdência avançar tal como está posta, aí mesmo é que não contratará. Que patrão vai assinar carteira de alguém sabendo que, a prevalecerem os planos de Bolsonaro, poderá fazê-lo sem recolher Previdência, com a selvagem “capitalização” proposta?

Ao contrário, os planos de “carteira verde-amarela” são, de fato, um bilhete azul.

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16 respostas

  1. O que os patrões mais querem é não ter que contribuir com as obrigações sociais, por isso eles esperam com angústia a aprovação das reformas e vão fazer a maior festa quando forem aprovadas. Mas, na maioria dos países do mundo, como nos EUA e na Europa, o neoliberalismo está afundando, os salários são cada vez menores e os ganhos também porque as pessoas não estão comprando. Os nossos essssperrrtos empresários sabem disso? Eles esperam mesmo que suas vendas vão aumentar?

    1. Concordo, José Ricardo. Os patrões são tolos. Acham que vão vender para os marcianos? Quem serão seus clientes? Se o trabalhador não tiver dinheiro, não há consumo. Sem consumo, os patrões terão que fechar seu estabelecimento. E tudo volta ao período pré capitalista. Todo mundo perde. E quem tem mais a perder são os empresários. Isso é axiomático.

    2. Os nossos grandes empresários, há décadas, deixaram de depender do comércio de bens de produção. Vivem dos lucros exorbitantes e fáceis da ciranda financeira. Não se preocupam mais em modernizar seus parques industriais, sabem que uma tentativa de concorrer com os grandes conglomerados estrangeiros, que vão se formando mais e mais através de fusões, seria uma luta ingrata. Inicialmente, migram para lugares onde a exploração da mais-valia seja a mais selvagem possível, redução máxima de custos ao preço da saúde e das vidas de seus trabalhadores. Quando isto já não basta, fecham suas fábricas e passam a viver do rendimento no mercado financeiro, cada vez mais desregulado e pronto a gerar lucro fácil, sem esforço ou dores de cabeça. Skaf é um bom exemplo disto, mas há muitos outros, é só procurar. O novíssimo capitalismo financeiro dispensa o trabalho duro e o esforço concorrencial. Precisa apenas de jovens agentes, agressivos o suficiente no day-trade, para manter a roda da fortuna girando.

  2. É o fim da da picada.
    O Brasil é um dos países que pagam os piores salários do mundo.
    Isso pode ser constatado através de uma pesquisa elementar no Google Busca.
    O salário mínimo dos países desenvolvidos equivalem de 7 a 10 vezes o salário mínimo brasileiro.
    Por que tem tanta gente acredita que essas reformas absurdas são necessárias para que os empresários invistam no Brasil?
    Os grandes empresários são gananciosos ou são incompetentes, para não se satisfazerem com os lucros de suas empresas?
    Os pequenos e médios empresários brasileiros são tão burros que não percebem que essa conta não fecha? Cortar sua folha de pagamento pela metade significa cortar pela metade o poder de consumo não só dos seus trabalhadores, mas de todos os trabalhadores brasileiros. A economia com a folha de pagamento nem de longe compensa a queda do consumo e a consequente perda de lucro.
    No capitalismo, o capital é só um lado da balança, o outro lado é o trabalhador. Tirar o poder de consumo dos trabalhadores é desequilibrar a balança a ponto de quebrá-la de vez.
    A praga do neoliberalismo, que só da valor para o dinheiro, está destruindo o capitalismo.
    Perto das desgraças que o neoliberalismo está causando no mundo, os males do comunismo vão parecer bobagem.

    1. Diante do escândalo que é o baixo salário do brasileiro, as duas únicas redes de proteção social existentes, e aliás reconhecidas mundialmente por sua eficiência como um necessário contraponto à miséria salarial, são o FGTS e a Previdência Social. É pouco para diminuir a desigualdade social e a pobreza, mas é o que temos. Ou tínhamos. Porque as “reformas” trabalhista e previdenciária feitas pelo golpe de 2016 vieram para acabar até mesmo com isso.

      O Brasil será, finalmente, a republiqueta bananeira que vai rastejar atrás do FMI sem conseguir nada. Os 10% que puderem comprar sem atropelos os planos previdenciários dos bancos e seguradoras internacionais ficarão satisfeitos, mas vamos reconhecer que estes já estão satisfeitos há 500 anos. A classe média empobrecerá barbaramente porque terá que poupar além do que recebe para garantir uma aposentadoria ilusória, assim como faz hoje para pagar os planos de saúde que lhe tiram o sangue e o sono. Dessa linha para baixo será miséria absoluta, choro e ranger de dentes.

      1. Tudo tem um limite.
        Vai chegar uma hora em que mais da metade da população não terá mais nada a perder.
        Entre a vida e a morte, talvez reajam.

  3. Todo esse golpe contra Lula, Dilma, o PT, foi financiado.
    Correu muita grana sobre isso.
    Não há diálogos com essa turma, eles não deram o golpe para dialogar.

  4. Pesquisa Ibope/CNI divulgada hoje mostra que o “ótimo/bom” do Bozo caiu de 49% para 35%. O “ruim/péssimo” chegou a 27%.

    1. Sobre isso aí eu DESISTO, o TEMER BANDIDO tinha 2% de aprovação ficou o tempo que pode, esse país já acabou, pois quando morre a sociedade na IGNORÂNCIA/RACISMO/PRECONCEITO é prova que uma nação só vive de APARÊNCIAS.

  5. QUEM VOTOU EM BOSÓNARO É OU IDIOTA OU MAL-INTENCIONADO!
    AGORA É TARDE!
    AFUNDA BRAZZZIL!

  6. Quem conhece Brasília, conhece a Av. W3 Sul. Nasceu logo após a inauguração da Capital. Com o avanço dos shoppins, a avenida manteve-se em pé. Ficou sendo o comércio alternativo, porém sem perder o seu encanto, até pela tradição.
    Hoje em dia, quem passa pela W-3 sente uma tristeza de chorar. Penso que uns 80 % de todas as lojas fecharam suas portas. O que se vê são portas fechadas com paredes pichadas, num descaso geral, e ridículo, considerando ser a avenida plantada na Capital do País. Mas, dá bem a ideia de quantos logistas não suportaram manter seus empreendimentos, e, por consequência, quantos perderam seus empregos com a “cise”. Essa desgraça nasceu com Temer no governo, e com Bolsonaro vai piorar, por certo.

  7. Estou achando bom pois só assim, apertado contra a parede que esse povo alienado, assim como o gato fujão, vai pular no pescoço desses canalhas. Com heim heim heim! vieram com o republicanismo suicida.

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