Está chegando a hora de pagar pela imprevidência

É inteiramente compreensível que o Brasil esteja começando a pagar um preço altíssimo, em Saúde Pública e na economia, pela conduta irresponsável de seus líderes.

Tivemos a sorte de, em relação à Europa e até aos Estados Unidos, de ter dois meses de “refresco” em relação à explosão epidêmica na China, o que deveria ter feito soar todos os alertas e trabalhar pela relativamente fácil contenção da chegada do vírus, que sabíamos estar vindo nos voos internacionais, que só muito parcamente foram controlados e sanitariamente monitorados.

Não conseguimos sequer montar um sistema de testes que permitisse aferir o espalhamento da doença e fizemos a opção errada de, não tendo os testes, deixar que estes verificadores inexistentes se sobre pusessem ao diagnóstico clínico como forma de mensurar a expressão da epidemia.

Depois, quando passamos, já em meados de março, a ter transmissão local, apenas em alguns lugares adotamos medidas tímidas de isolamento social: só na última semana de março Rio e São Paulo, por exemplo, mandaram cerrar o comércio não essencial. E nem todo, pois sobraram mais exceções do que regras.

Mesmo assim, isso se deu em meio à convocação insana do presidente da República a que as pessoas fossem à rua, ora apelando para a fome, ora falando que era “uma gripezinha” apenas, ora acenando com curas milagrosas.

De março para cá, como comprovam os gráficos de (não) isolamento social em todo o Brasil, publicados pela Folha e compilados pela movimentação dos aparelhos de telefonia celular, tudo isso começou a agir, junto com a natural tensão da quarentena, para que de desprezasse a única defesa que temos nem contra a doença, mas a seus catastróficos efeitos na rede de saúde, que está levada ao colapso.

Vejam a profusão de linhas vermelhas, indicando pioras. Só deixam de acontecer em lugares como Manaus, onde o terror está de tal forma evidente que consegue superar toda a estupidez oficial de um país onde o chefe da saúde está impedido – e o aceita – de dizer algo simples e direto como um “fique em casa”.

O resultado disso é que o país chega letárgico ao ponto em que deveríamos estar mais alertas para evitar que uma desgraça se torne uma hecatombe.

O cenário de horror, em poucos dias, será tão grande que teremos de apelar, nos maiores centros do país, para um verdadeiro lockdown, por absoluto colapso de todo o sistema de saúde.

E isso vai ocorrer quando já estão comprometidos praticamente todos os recursos de auxílio a empresas e trabalhadores para enfrentar o desastre.

 

 

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8 respostas

  1. De tantas mortes matadas
    brasilis
    teimava o vento da reconstrução:
    agora não,
    nada nos salvará,
    nem sangue no barro,
    nem grito de dor!
    Acabou!

  2. Ao que tudo indica, pagaremos um preço caríssimo pela irresponsabilidade de Bozo et caterva. Mas o pior ainda é que o demente vai jogar a culpa e a responsabilidade sobre outros, como grande covarde que é. Na verdade, seu gabinete de fake news e seus robots, com a ajuda dos minions retardados, já está trabalhando ativamente para isso.

    1. Ele não vai ter jogar essa culpa nos outros. Seus gabinetes estão em parafuso, lançando dardos conflitantes e auto-inflingentes. Por sua máxima culpa em deixar a peste grassar a la vonté, ele vai ser torrado impiedosamente pelos mil lança-chamas da mídia nacional e internacional.

    2. Está faltando uma resposta organizada nas redes contra os degenerados morais que apoiam esse genocida. O WhatsApp é a arma que precisa ser combatida diretamente. Todos os dias. Precisamos pregar na testa das tias do ZAP aquilo que elas são: apoiadoras de assassino. Todo os tempo, em todas as postagens, de forma sistemática. Até ele se calarem.

  3. E o “Zé do Caixão” continua com cara de paisagem,. Pelo visto com esta inoperância e má vontade deste Desgoverno do Bozó logo chegaremos a dois mil mortos por dia. Os EUA já estão caminhando para isto. O Brasil rodeados de favelas, onde falta tudo desde Saneamento, água, esgoto e os moradores já passando por muitas necessidade, já chegaremos lá. Será como um Campo de Guerra, não haverá Funerárias ou covas que dará jeito. A solução Será enterrar os mortos em valas ou queima-los como na época da guerra de 1945.

  4. Não dá para querer que o Brasil fosse a China né ? Existem centenas de motivos pelos quais somos totalmente diferentes. As providências que eles tomam em 24 horas aqui parece que demoram 24 dias ou até meses. Mas temos o governo que o povo escolheu, repito sempre isto para que fique claro que os brasileiros decidiram seu destino.

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