EUA prevêem 3 mil mortes/dia com “reopen” de Trump. E daí?

Documento secreto do governo norte-americano obtido pelo The New York Times diz esperar que, com a reabertura do comércio e a semi-normalização das atividades econômicas, o número de mortes nos EUA passará das pouco mais de 1.500 que se registram diariamente para cerca de 3 mil diárias.

Domingo, Trump disse que as mortes nos Estados Unidos podem chegar a 100 mil, o dobro do que ele havia previsto apenas duas semanas atrás. Os novos cálculos vêm de uma modelagem dos Centro de Controle e Prevenção de Doenças e reunidas em forma de gráfico pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, que estima que possam ser atingidos 200 mil novos casos por dia até o final do mês, o que atualmente anda em torno de 30 mil.

Lá, como aqui, a pressão econômica pelo fim da quarentena, embora de maneira menos escandalosa, é patrocinada pelo presidente, que tem feito desafios aos governadores, especialmente ao do seu adversário, o Partido Democrata.

Os trumpistas dizem que o isolamento social (parcialmente adotado lá, sem lockdown) não teria ” produzido resultados tão bons assim”. Ou seja, ter reduzido em mil o número de mortes por dia “não é lá grande coisa”.

Então, vamos deixar morrerem três mil.

 

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