Fim de feira bolsonarista tem de ter ‘revogaço’ em 23

O prezado leitor e a cara leitora deve estar meio atônito com a profusão de projetos de lei e propostas de emendas constitucionais, mexendo com impostos, com a regulação de empresas estatais, agências e até transferindo para o Congresso a função de ser a última instância do Judiciário, substituindo-se ao Supremo Tribunal Federal.

É o Centrão em polvorosa, querendo fazer, enquanto pode, a baderna legal que lhes permita extrair vantagens neste fim de feira do governo Bolsonaro, o qual, já sabem, está naqueles clima de liquidação: “é hoje só, amanhã não tem mais”.

É provável que menos de 40% dos atuais deputados renovem seus mandatos e, dependendo do rumo da eleição majoritária, talvez bem menos que isso.

Se Lula atingir, até o final de julho, uma segura maioria absoluta, que garanta uma vitória em primeiro turno, o eixo de sua campanha será a eleição de um Congresso onde tenha maioria para enfrentar o imenso desafio de reconstrução do país.

O leque de sete partidos que apoiam sua candidatura, somado aos que o apoiarão no MDB, no PSD e em outros partidos, não tem problemas em oferecer candidaturas viáveis em quase todos os 5570 municípios brasileiros. E, portanto, Lula poderá pedir que seu eleitor escolha um deles, sem medo de prejudicar sua própria candidatura.

Vai poder dizer que precisa deste apoio para começar a passar a limpo esta sujeira deixada pelo “Centrão” e por seu chefe parlamentar, Arthur Lira.

Este aí de cima, que se apresenta como “o foda” nas propagandas do PP de Alagoas, montado nos milhões que abocanhou do Orçamento.

Este é o primeiro e mais mportante ponto do programa de Lula e tem de ficar claro para a população: que, logo no início de 2023, o Brasil terá de passar por um “revogaço”, que comece a “limpar” a bagunça que Jair Bolsonaro deixa com esta política de terra arrasada que é seu final de governo.

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