Governo volta com balão de ensaio sobre tributação da cesta básica

Frustrado o “imposto do pecado”, o governo flerta de novo com o “pecado do imposto” que é a ideia de onerar com tributos a cesta básica de consumo.

Cai, em cheio, sobre a alimentação, principal despesa da população de baixa renda e que sobe bem mais expressivamente que a inflação em geral: em doze meses fechados em dezembro, 7,84% no grupo “alimentação em domicílio” contra 4,34% do IPCA.

A conversa é sempre a mesma, pura mistificação: entram na desoneração o atum, o filé, etc…

Se fosse o caso, bastaria excluir da lista da cesta básica estes itens, mas isso é irrisório, perto da complicação.

A proposta é criar um ganho extra para os mais pobres, por mecanismos que não se sabe quais são, e uma evolução para os de renda maior com base em notas fiscais.

Caminho aberto para sonegações e fraudes, é claro.

Tudo isso esbarra numa questão que tem sido a tônica e todas as propostas – em geral, disparatadas – e revisão tributárias feitas pelo Ministério da Economia.

A falta de viabilidade política.

Ou alguém acha que a Câmara, num ano de eleições, vai aprovar facilmente a aplicação de impostos sobre artigos básicos de consumo.

Mais uma “brilhante” ideia para a cesta de lixo, mas serve para tocar o realejo de Paulo Guedes.

 

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6 respostas

  1. Não é um governo de todos, é um governo dos ricos para os ricos. Por isso tentará escorchar o povo tomando-lhe até a última migalha de pão, mas jamais lhe passará pela cabeça virar a metralhadora dos impostos na direção dos ricos.

    1. A ideia desse governo é a não inclusão mesmo.

      Veja o que diz Márcio Pochmann: “O economista defende que essa centralidade do trabalho na vida humana se transformou e migrou nos países a partir das modificações atreladas ao aumento de renda: com renda maior, consome-se mais bens industriais, mas existe limite para esse tipo de consumo e partir desses esgotamento, o consumo aumenta em serviços, a chamada “desindustrialização madura”.
      Pochmann relatou que essa fase de migração do consumo de bens para serviços no Brasil é um processo de desindustrialização precoce, pois o acesso a bens ainda não era possibilitado para a totalidade da população.
      …E que o que ocorre é que no Brasil a oferta de empregos em serviços depende da renda dos ricos, que não há reação alguma da sociedade sobre o aumento brutal das desigualdades.
      O economista explica que existe uma massa “inorgânica” de 105 milhões de brasileiros que vivem com até R$ 400 e que se tornou disfuncional ao capitalismo. E quem acolhe essa massa, em assembleias, são as igrejas, com discurso de esperança, exercendo um papel que o Estado e as instituições, como os sindicatos, não estão exercendo.”

      http://www.sjsp.org.br/noticias/seminario-sindical-para-economista-tecnologia-mudou-natureza-e-centralidade-do-t-9496

  2. Isto é para distrair a galera. Ganha tempo para destruir o país e vender tudo.
    O guedes é um bolsonaro destruidor. O que ele acha mesmo é que tem que tirar algum dinheiro destes milhões de pobres. Sua preocupação é criar um fundo para assistir os bancos, coitados.
    Que desgraça!

  3. A equipe de sádicos desse governo responsável por criar mecanismos para torturar os pobres trabalha incansavelmente, dia e noite. Essa máquina governamental me faz lembrar da Colonia Penal, aquele livro do kafta, digo, Kafka.

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