Haddad “ganha” todos os votos que saíram de indecisos, brancos e nulos

Ao contrário do que era tão comentado, não está, segundo os dados da pesquisa Ibope  divulgada agora há pouco, havendo transferência de votos motivada pelo voto útil.

Não está, friso, ainda, e explicarei ao final.

A soma dos candidatos que estão, na prática, alijados do segundo turno ( Ciro Gomes (PDT): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 8%; Marina Silva (Rede): 5%; João Amoêdo (Novo): 3%; Alvaro Dias (Podemos): 2%; Henrique Meirelles (MDB): 2%;Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Cabo Daciolo (Patriota) Vera Lúcia (PSTU),João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC) todos com 0%) era de 32%.

Na rodada anterior, há uma semana, todos eles somavam 31%.

Portanto, não diminuiu a sua votação, ao contrário, cresceu marginalmente.

Também não houve acréscimo no percentual de Bolsonaro: em 28% estava e em 28% ficou.

Diminuíram os indecisos (de 7 para 6%) e os nulos e brancos (de 14% para 12%), reduções que,somadas, dão 3%.

Exatamente o percentual de crescimento de Fernando Haddad.

Não vou tratar aqui da minha firme impressão de uma “segurada” em Haddad, nos limites da prudência.

Mas ajustes de décimos, que viram um ponto aqui e ali, arredondados, não escondem a tendência: estatisticamente, todos os votos “ganhos” na semana foram de Fernando Haddad.

Sem que os “votos contra”, expressos na rejeição, tenham se movido apenas 1% (de 29% para 30%), o que também entra na casa dos arredondamentos.

Ou seja, se alguém está querendo dar utilidade à sua mudança de voto, está escolhendo Haddad, o que é corroborado pelo crescimento – este sim, significativo, da rejeição a Bolsonaro.

 

 

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