Lula, em carta a Gleisi: o tempo, faço eu.

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No Facebook, a equipe de Lula divulga a carta  do ex-presidente a Gleisi Hofmann:

Querida Gleisi,

Estou acompanhando na imprensa o debate da minha candidatura, ou Plano B ou apoiar outro candidato.
Sei quanto você está sendo atacada. Por isso resolvi dar uma declaração sobre o assunto.
Quem quer que eu não seja candidato eu sei, inclusive, as razões políticas, pois são concorrentes. Outros acham que fui condenado em 2a. instância, então sou culpado e estou no limbo da Lei da Ficha Suja.
Os meus acusadores sabem que sou inocente. Procuradores, juiz,TRF-4, eu sou inocente. Os meus advogados sabem que eu sou inocente. A maioria do povo sabe que eu sou inocente.
Se eu aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime.
Não cometi nenhum crime.
Por isso sou candidato até que a verdade apareça e que a mídia, juízes e procuradores mostrem o crime que cometi ou parem de mentir.
O povo merece respeito. O povo tem que ter seus direitos e uma vida digna.
Por isso queremos uma sociedade sem privilégios para ninguém, mas com direitos para todos.

Lula envia, assim, um “balde de água fria escrito” nas pressões, tanto sobre o PT quanto, dentro do PT, sobre Gleisi Hoffmann.

Sinaliza que não pode deixar candidato sem capitular ante a condenação injusta que recebeu – “Se eu aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime” – e que assim ficará “até que a verdade apareça“.

Em linguagem de caserna, “toca reunir” e visa manter suas forças unidas, primeira condição para qualquer movimento.

E mostra, para quem quiser ver, que a conversa, mesmo que por interlocutores ( e “sem asas”), é com ele.

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