Maia debocha e insinua senilidade do general Heleno

O general Augusto Heleno foi à redes sociais – sim, um ministro de “Segurança Institucional batendo boca no Twitter! – dizer que foi vítima de “invasão de privacidade” ao ser flagrado sugerindo um “foda-se” ao que chamou de “chatagem” do Congresso, em conversa com Paulo Guedes e com o general Luiz Eduardo Ramos.

Invasão de privacidade? Como, se a conversa foi no meio de um grupo que assistia o hasteamento da bandeira diante do Planalto, se foi captada pela câmara da emissora do Governo que transmitia o evento e se o operador ainda teve o cuidado de avisar que estava em live, isto é, ao vivo?

E, ainda que sem a extrema grosseria, o que tem um ministro de Segurança de dar palpites nas negociações políticas com o Legislativo.

Heleno tem tido um comportamento de chefe de claque, não de um militar.

Por isso, vai ter de engolir calado as ironias e críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que disse que o general não achou chantagem quando estavam votando o aumento, dele e de seus colegas de farda, e que se comporta como um adolescente ao agredir o Parlamento.

– Geralmente, na vida, quando a gente vai ficando mais velho, a gente vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro, pelo jeito, está ficando mais velho e está falando como um jovem, um estudante no auge da sua juventude. É uma pena que o ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico contra a democracia, contra o Parlamento. Muito triste. Não vi por parte dele nenhum tipo de ataque quando a gente estava votando o aumento do salário dele como militar da reserva.

Deboche à parte, talvez seja a senilidade a desculpa mais conveniente para o general, que não tem modos, disciplina e nem “simancol”.

Só que sua fala desabrida dá a entender que exprime, também, o pensamento de Paulo Guedes em relação ao parlamento.

Sem falar a papar, é provável que o Congresso trate com o mesmo f… as reformas tributária e a administrativa que Guedes diz serem essenciais para a economia – e não o são, porque uma e outra não têm efeito imediato.

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