Merval, contra Lula, sugere até ‘ménage a trois’ no 2° turno

O ódio de Merval Pereira a Lula é algo tão patético que, em sua coluna de hoje, em O Globo, ele lança uma proposta – apesar de reconhecê-la inviável, a esta altura – para que se crie um ménage a trois com um “segundo turno com três candidatos”, escolhendo para isso os que tivessem um percentual “X” de votos ou mais.

Vejam o delírio que tomou conta da cabeça do homem atormentado até com as coxas de Lula (ele falou “bilau”, mas vamos tomar isso como licença poética do literato da ABL):

“A possibilidade de ter três disputando o segundo turno, de qualquer maneira, seria uma maneira (maneira maneira? Que maneiro, meu literato!) de quebrar a polarização, dar chance a que uma terceira via se apresentasse ao eleitor em situação de competitividade em uma nova eleição.”

Neste caso, na criativa argumentação merválica, “deixaríamos de escolher o “menos ruim”, como fazemos há tempos, para escolher ‘o melhor’ dos três”.

Curiosa definição para o “melhor”, mas é melhor a do dicionário, logo na primeira acepção que lhe dá o Houaiss:”[aquele] que, por sua qualidade, caráter, valor, importância, é superior ao que lhe é comparado.”

Não é preciso muito argumentar sobre o desvario de Merval.

Isso tudo é uma arenga para evitar ir diretamente ao ponto: apelar para que o voto antibolsonaro migre no primeiro turno para Lula.

“Antecipar o voto útil para o primeiro turno, como querem muitos petistas, para erradicar de vez a ameaça bolsonarista, é dar ao ex-presidente Lula um cheque em branco que ele não necessariamente merece para boa parte dos que, a esta altura, dizem que votarão nele.”

Não sei de onde se tira esta conclusão, pois não vejo como vencer com 51% no primeiro turno autoriza mais o eleito do que vencer com 60 ou 65% no segundo.

Mas nem ele resiste e diz que se não houvesse a ameaça de que o “mais ruim” vencesse, poder-se-ia considerar (ai, Camões!) o voto nulo “uma opção válida”. Havendo, como a há, até o príncipe global aceita que não há outro jeito, num segundo turno “a dois”, é o correto a fazer:

No segundo turno, se o candidato “menos ruim” tiver risco de perder para o que você considera “o pior”, vote no menos ruim.

E eu vou viver para ver Marcal “lular”…

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