Ninguém crê no “Jairzinho Paz e Amor. É tarde para isso

Um velho ditado português diz: “entrada de leão, saída de cão” e, se o senhor Jair Bolsonaro fosse mais dado a ler – ele é confesso admirador de figurinhas – veria que isto se encaixa perfeitamente em sua atual situação.

Hoje, num evento trivial no Palácio do Planalto, em lugar do “acabou, porra”, ele vem falar, ao lado do presidente do STF, Dias Toffolli, em “entendimento” e “cooperação”, que segundo suas palavras “revelam o momento que vivemos aqui no Brasil”.

É claro que Jair Bolsonaro não teve uma epifania que apascentou seu coração.

Em um mês, perdeu toda a ousadia com que afrontava os demais poderes, sacolejando as Forças Armadas como se fossem chicote para tiranos.

Só que, a esta altura, trocar os rugidos pelos ganidos já não convence ninguém e, ao contrário, mostram uma situação de fraqueza que, para alguém que está num cargo de poder, geralmente é fatal.

Não é isso que vai tirar o gosto de sangue da boca dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que perceberam que se deixarem que Bolsonaro se aprume ele voltará a atacar com suas matilhas.

Quem dizia que não ia “por o rabo entre as pernas” para o STF, talvez agora não tenha outro espaço para um rabo que cresceu, cresceu, cresceu…

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