O Brasil começa a parar, e não adianta Bolsonaro espernear

Caiu no ridículo, como era previsível, a ordem de Jair Bolsonaro para que salões de cabeleireiros e academias de ginástica passassem a ser consideradas atividades essenciais. Além do ridículo, cairá na Justiça, também, se alguém resolver contestá-las em lugar de, simplesmente, ignorá-las.

As medidas restritivas, querendo ou não, vão se espalhar e intensificar, porque a realidade não deixa outra alternativa.

O que compete ao Governo Federal, sendo o único a poder “criar” dinheiro com emissões, é prover as pessoas de meios de sobrevivência, não mandalas cortar cabelos, pintar unhas e fazer esteira.

Esteira e besteira, porque os dados estão comprovando que metade das mortes está sendo de gente jovem, não dos “velhinhos” que, segundo Bolsonaro, “já iam morrer mesmo”.

Só que a atitude de Bolsonaro produz um resultado danoso que não pode ser evitado enquanto ele estiver fazendo seu esptáculo mórbido.

Ele inculca a irresponsabilidade social que torna as medidas restritivas menos eficazes, porque induz um contingente imenso a desrespeitá-las ou a tentar burlá-las.

Hoje e amanhã, quando a macabra contabilidade de mortes voltar a dar um salto – depois da subnotificação já crônica dos finais de semana – e o número de mortes diárias aproximar-se de mil haverá um novo impulso nas tardias medidas de contenção da circulação de pessoas.

Infelizmente, não o suficiente para que, em duas semanas, possa-se ver o declínio da transmissão e das fatalidades.

As mortes – só elas – empurrarão nossos governantes para isso, nesta triste hora em que somos governados por covas e caixões.

 

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10 respostas

  1. A mídia não divulga, nem sei porque, mas a AMAN que insistiu em manter o curso, contra o mundo todo, viu seus alunos infectarem de forma avassaladora, suspenderam as aulas tardiamente. Estâ incompetência deve ser apurada e corrigida.

  2. Como disse um jornalista da…Globo(!), se morrer não vai ter velório, nenhum parente ou conhecido vai poder ver o corpo “sarado” no caixão.

  3. É óbvio ululante que o Bozo sabe que essas medidas de afrouxamento que ele publico servem pra nada, a n?o ser como discurso futuro do “Eu tentei” pra seus seguidores que, infelizmente, vão crescer por acreditar no discurso do “não deixam o homem trabalhar”. E vão acreditar, pois também acreditaram em “mamadeira de piroca”.

  4. Seria interessante que o Tijolaço tratasse dos nada menos que 189000 (CENTO E OITENTA E NOVE MIL) militares da ativa das gloriosas forças armadas de ocupação do Brasil – FAOB – que, com IMENSA HONESTIDADE e GRANDIOSO PATRIOTISMO, resolveram meter a mão no auxílio emergencial aprovado pelo congresso para os miseráveis e desempregados pelo coronavírus e, principalmente, pelo genocida que as EXTRAORDINÁRIAS FAOB seguram no poder como uma marionete para os seus intentos ditatoriais, tendo sido, antes, essenciais para lá colocá-lo.

    Quanto DESPRENDIMENTO, quanta SOLIDARIEDADE de mais da metade das tropas das PATRIÓTICAS FAOB para com o miserável povo brasileiro. Com TANTO HINO CANTADO NOS QUARTÉIS, tantas LIÇÕES do mais PURO PATRIOTISMO, HONESTIDADE e AMOR À PÁTRIA dos bravos soldados de Caxias, recebidas dos – mais ainda – HONESTÍSSIMOS e PATRIOTAS generais, coronéis e que tais, certamente se inscreveram para tomar o dinheiro dos miseráveis para, em seguida, DOÁ-LOS para os favelados.

    Que gestos pungentes destes HERÓIS nacionais! Como não gritar em maiúsculas as qualidades desses FDPs, não é mesmo?

    1. Fiquei emocionado você falando das nossas Forças Armadas. São tão honestos. Venho aqui para mostrar da honestidade deles. Vou relatar uma retirada honesta por parte dos milicos. Servi em 79 e antes de servir quando perguntaram se queria servir: RESPONDI QUE NÃO QUERIA SERVIR. Me olharam com os olhos arregalados. Enfim, fui obrigado a servir. Servi em Brasília no RCG (Regimento de Cavalaria e Guarda Presidencial). Estava passando pelo Cassino dos Oficiais na parte de trás onde fica a cozinha e o Tenente responsável pelo Cassino me perguntou se era eu que iria ajudar ali na cozinha? Olhei para dentro e vi comida do bom e melhor e não tive dúvida. Sou eu mesmo! (Lógico que não era). Lá dentro comecei a comer castanha do pará, tomar sorvete até que o cabo veio até mim e disse: pode comer a vontade, mas tem que trabalhar. Tudo bem, eu arrumava alguma coisa e beliscava algo também. De repente o cabo deixa um copo de cristal cair e entrou em desespero. Estou chegando onde quero. O tenente entrou e o cabo todo cheio de desculpas por ter quebrado a taça. O tenente disse: NÃO SE PREOCUPE, POIS ESTE ALMOÇO QUE ESTAMOS PROMOVENDO NÓS DESCONTAMOS DOS SOLDADOS! Quando este FDP (com todo respeito) disse isso, passei a comer o máximo que pude. Tomei tanto sorvete que saiu lágrimas dos meus olhos de tão cheio que estava. Fiquei com uma raiva e tanto. Quando entramos para servir nos disseram que iriam descontar o material que recebemos ao entrar. Em 3 meses, já estaria tudo descontado. Acontece que fiquei lá 10 meses e 28 dias. Houve desconto todos os meses. Ou seja, retiraram dinheiro da gente para fazer festa. Lógico que militares são tão honestos. A propósito o dito almoço foi promovido pelo FIGUEIREDO para uma porrada de generais. Nunca vou esquecer disso. Tem também outra retirada honesta. Como lá era cavalaria, o caminhão do Exército (público) chegava para retirar estrume dos cavalos e levava para fazenda de milicos! Pensem: Caminhão do governo brasileiro usado para levar estrume para propriedade particular algo público. Honesto, não acha?

  5. O genocida “libera” atividades económicas (eu suspeito) para não pagar a esmola de R$600 aos profissionais envolvidos nas mesmas.
    `Por outra parte ,como governadores irão em sua maioría não liberar na prática,fica um indivíduo descontente porque não recebe do governo federal,e passa a engrossar as fileiras dos que pedem ,”libera geral”.
    O genocida merece algo mais que insultos.

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