O desastre anunciado do “open and let die” brasileiro

No mesmo dia em que São Paulo e Rio anunciam a abertura do que nunca ficou bem fechado, a Organização Mundial da Saúde avisa-nos do óbvio: a pandemia do novo coronavírus, no Brasil, está longe de ter atingido o pico e, portanto, em plena fase de expansão.

Acabou o discurso de que “estamos nos guiando pela ciência” e agora vai-se relaxando o funcionamento de setores que estão longe de serem essenciais e, com isso, toda a população vai relaxando nos cuidados, exausta depois de dois meses e meio de restrições.

O índice de isolamento, medido pelo site Inloco, que reproduzo acima, foi um dos piores já registrados para um domingo – quando costuma ser maior – e ficará ainda menor nesta segunda-feira.

Não é preciso nenhum sofisticado para verificar o que está acontecendo, basta a velha “regra de três” e se verá que, caso se mantenha o ritmo da semana que passou, chegaremos perto dos 700 mil casos e bem perto de 40 mil mortes ao fim da primeira semana de junho.

O tamanho do desastre brasileiro cresce como bolo com o fermento de uma camada de governantes eticamente dissolutos, que não são capazes, senão por poucos dias, de manterem uma postura honesta para com seu povo, dizendo a verdade e suportando o que for necessário para salvar vidas.

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