O Globo: “Cala boca” a Mourão pode ser reação ao filho de Bolsonaro

O site de O Globo dá manchete para um suposto “cala a boca” que teria sido ordenado pelo ex-capitão Jair Bolsonaro a seu vice, o general Hamílton Mourão.

Segundo o jornal, a ordem teria sido “repassada ao general por meio de alguns dos mais próximos aliados de Bolsonaro, é que o militar adote uma postura mais discreta e deixe que o presidente eleito concentre os holofotes, sendo o único porta-voz do futuro governo.”

De fato, Mourão anda mais quieto do que de costume, praticamente sem dar declarações nos últimos dias. Embora, claro, deva acabar falando algo hoje ou amanhã para “desmentir” que esteja sendo mandado ficar em silêncio, como manda a cartilha da hipocrisia.

O fato, porém, é que no desenho apresentado segunda-feira por Ônyx Lorenzoni o papel de Mourão é o de ser vice, nada mais. Não lhe é dada, ali, nenhuma atribuição.

O problema é que, segundo reza a prática da política, vice sem atribuição arranja logo uma: a de conspirar.

O Globo já sugere na notícia que pode ser assim, como já se especulou aqui, dias atrás:

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito, é o que mais tem reagido mal ao vice e insistido para que o pai freasse o general. Na semana passada, a intriga ganhou as redes sociais quando o Carlos, no Twitter, escreveu, sem citar nomes, que morte de Bolsonaro “não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após sua posse.”
Questionado se a mensagem havia sido uma indireta, Mourão se irritou e disse que caberia a Carlos esclarecer a sua mensagem.

Mourão não é estreante em deixar seus chefes em situações constrangedoras com suas declarações. Ainda na ativa, fez isso com o general Villas-Bôas, comandante do Exército, ao sugerir uma intervenção militar.

 

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30 respostas

  1. E desde quando um bosta de ex-capitão, que quase foi demitido do Exército, dá ordens a ex-general???? Só nesse circo de ingresso a 1,00 que é possível acontecer isso…………kkkkkkkkkkk

    1. O próprio Bozo, quando comparou os índios a animais de zoológico, mencionou os indígenas da Bolívia e seu presidente índio, Evo Morales. Sem pronunciar as palavras, deixou nas entrelinhas, a hipótese que deve lhe causar pesadelos: deixar o governo do Brasil para um indígena, por acaso, Mourão. Seriam dois na América Latina e, convenhamos, melhor na presidência um homem bem formado, a despeito de não ser o candidato que o povo gostaria de eleger, a despeito das distorções aprendidas na caserna sobre soberania e a que bandeira servir antes, mas bem mais preocupado com os rumos do país e com os pés na realidade, com visão de mundo, de geopolítica e de comércio exterior; e com a imensa vantagem de não ter três imbecis, alienados e estúpidos, ditando os rumos do governo em sua orelha, como se fossem apêndices. Quem sabe um dos donos da terra faria melhor. Vai que dá certo.

  2. a situation é tão periclitante q nem desejar o pior ou fazer macumba para algum deles adiantaria, pois logo vem o outro e piorado.Bozo além de ter saído da farda ainda está 6 postos abaixo do q o tal de Mourão q deve ter problemas em ver a dupla invertida

  3. Como estamos entrando no governo da bala, acho que o Mourão deveria desafiar toda a família Analfanaro para um duelo ao por do sol.
    Que vença o mais rápido.

  4. Aos fatos:

    1º) – O boquirroto general Hamilton Mourão Filho tem poder e influência do comando das FFAA. A máxima “punição” que Mourão recebeu de Villas Bôas foi de ser deslocado para um cargo burocrático, a Secretaria de Finanças, não tendo portanto uma tropa diretamente sob o comando dele. Pela verborragia e pelos ataques à então Presidenta da República, não só Mourão, como Etchegoyen e outros generais mereciam punições bem mais severas;

    2º) – Decorre do fato anterior que Eduardo Villas Bôas, ao contrário do que a hipocrisia tentou demonstrar, não tinha o comando efetivo do exército desde 2015. O general Etchegoyen fez o que bem quis e juntamente com outros generais da junta militar é quem dá as cartas no governo golpista, entreguista e quadrilheiro e Michel Temer;

    3º) – Bozo e seu clã têm a simpatia e apoio da “tigrada” do baixíssimo clero do exército e das PMs, mas não da cúpula de qualquer das três armas. Ante a degradação da direita tradicional, restou aos golpistas apenas a opção do ex-capitão; quando isso ficou claro, no início e meados deste ano, os generais da junta que governa ao Brasil pós-golpe (da ativa e da reserva) decidiram que era preciso colocar um general na “cola” do Bozo; o primeiro designado pra coordenar campanha foi Augusto Heleno. Para despistar, inventou-se a história de que Heleno foi vetado e aquela lorota de que a candidatura à vice-presidência foi oferecida a Magno Malta e Janaína Paschoal, sendo rejeitada por ambos.

    4º) – Na verdade os generais já haviam enquadrado o ex-capitão e os três filhos deste. Quem conhece como funcionam as carreiras militares, sabe que generais (mesmo na reserva) JAMAIS aceitam ser comandados por oficiais de patente inferior. Ocorre que Hamilton Mourão é boquirroto demais e fala em público o que deveria ficar restrito aos bastidores, agindo como uma espécie de Ciro Gomes fardado.

    5º) – Os filhos do Bozo tentam valorizar o passe e sair da camisa-de-força em que os generais estão colocando o pai, cuja doença grave tem sido escondida e escamoteada do grande público; o episódio da “esfakeada” tem sido usado como álibi, para justificar a debilidade física visível no rosto do Bozo-pai, que mesmo usando dos arroubos típicos de boquirrotismo e apologia à violência não consegue disfarçar.

    6º) – A intervenção militar de que falou Hamilton Mourão, com a sutileza de um elefante em loja de louças, já foi feita desde meados de 2016; mesmo antes, em conluio com o STF e outros órgãos dos poderes judiciário e legislativo, a turma do coturnos e fardas já havia emparedado a então Presidenta da República, que chantageada e sabotada por todos os lados, foi impedida até mesmo de falar em cadeia nacional de rádio e televisão, para denunciar o golpe de Estado contra o Brasil e seu Projeto de desenvolvimento Soberano e Inclusivo. Villas Bôas, há mais de três anos, nada mais é do que porta-voz da “tigrada’ e da “gurilada”; mas Hamilton Mourão não parece muito afeito às hipocrisias, traições conspirações sutis ou dissimuladas, que são marca registrada das hostes militares, que não estando ocupadas com a guerra, querem sempre mostras garras e dentes, colocando tropas nas ruas e empalmando outros poderes – os políticos – que não estão entre suas atribuições constitucionais.

    7º) – Essas falas e desmentidos fazem parte da guerra híbrida que os EUA aplicam no Brasil,sobretudo desde 2013, quando as sementes do golpe foram lançadas em terreno fértil.

    1. Em tempo, a bolsa de colostomia da “esfakeada” o impediu de ir aos debates, mas não de levantar uma taça de 18 quilos quando o Palmeiras ganhou o título, assim como estar com uma criança de três anos sobre os ombros nessa comemoração.

      1. Boa, mas ele é um merda e vou torcer para o Mourão assumir o poder para ver o circo Brasil pegar ???? fogo ????.

          1. quanto ao aumento da miséria você ainda não viu nada.
            espere mais uns dois anos e a coisa estará muito pior.

      2. A imprensa/mídia brasileira – o PIG/PPV – é tão podre que sequer teve a dignidade de colocar repórteres fotográficos para registrar/provar se o Bozo está ou não com bolsa de colostomia. Nem mesmo entrevistar profissionais médicos acerca de episódios como este que você citou, do levantamento da taça. Certo mesmo é que o Bozo passou mal pelo menos duas vezes no ano passado, sendo atendido em hospital e que um médico especializado em cirurgias oncológicas o assiste há pelo menos 3 meses.

  5. Confesso que ao votar 13 em 14, “vice” não me era um conceito importante. O tempo ensinou algo terrível sobre vices, dos decorativos aos funcionais.

  6. O Mourão vai ser o Temer do Bozo. Quem com ferro fere será ferido. O Bozo é um bosta. Eu torço para a traição chegue em menos de um ano.

  7. Quem guarda as costas do bozo atualmente são o subtenente adotado o afroadotado helio “bolsonaro” e o filho mais bronco o eduardo. Não confiam nem na PF.

  8. E os Generais estão na berlinda. Parece que o General Heleno é um tremendo gozador. Ele tinha toda a razão quando disse no SBT que a existência ou não do aquecimento global é uma questão muito polêmica, e que assim como há muitos cientistas que acreditam nele, outros cientistas há que não acreditam. Não quis, entretanto, contradizer o repórter quando ele argumentou que a grande maioria dos cientistas acreditam que o AG existe.

    A tese do aquecimento global passa no teste da falseabilidade de Popper pela simples medição sistemática dos sintomas do seu aquecimento. Um ou outro ponto fora da curva não tem revertido esta tendência secular. Até agora, desde que medições sistemáticas foram empreendidas, nenhuma grande geleira que desapareceu voltou a se formar, e nenhuma nova geleira foi conquistada ao mar pelo frio. As temperaturas sobem sistematicamente.

    Mas, como o General falou, há muito interesse econômico envolvido nisso. Se os Estados Unidos, por exemplo, diminuírem seu ritmo de crescimento para obedecer a normas de proteção à natureza, poderá ficar muito para trás no ranking de crescimento global, o que parece que já está acontecendo. E sob certas condições de pressão política e econômica, pode parecer melhor contestar o aquecimento global do que tentar alcançar outras nações que já estão avançadas na substituição de seus antigos métodos predatórios de progresso. Cientistas da Rússia também andaram contestando, há alguns anos, o AG antropogênico, e botando a culpa de tudo na emergência de gigantescas quantidades de metano que estariam se desprendido inexplicavelmente dos polos.

    Quanto à questão da Terra ser redonda, cuja contestação o General referiu que também existe por parte de renomados estudiosos, é claro que ele estava a brincar com o repórter. Não que queiramos aqui ser defensores das ideias do General, que evidentemente não precisa de nossa defesa. Mas ele simplesmente quis dar a entender que tudo pode obedecer a movimentos cuja racionalidade nem sempre é perceptível, e que tudo pode ser questionado e deve mesmo ser, sem contudo ter sustentado fanaticamente que a Terra é plana, como fazem muitos pentecostais que são ricamente financiados para defender com elaborados sofismas esta e outras hipóteses absurdas que jamais passariam no teste de falseabilidade.

  9. Eu bem que venho avisando: general não bate continência para inferior. Ainda mais generais do nível dos nossos.

  10. Alguém acha que este monte de generais irão obedecer um ex-capitãozinho que afastado por insubordinação? E que também foi chamado pelo Geisel de militar bunda suja. Ah tá!

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