O mundo vai fechar, de novo. E isso vai bater aqui

O diretor da Organização Mundial da saúde, Tedros Adhanom, usou uma imagem perfeita para designar o que está acontecendo no mundo – e especialmente na Europa Ocidental e nos EUA – com a nova onda de infecção pelo coronavirus: há um tsunami de Covid-19 em curso.

Hoje cedo falei dos números assustadores dos Estados Unidos: 267 mil casos novos. Hoje, faltando estados com alto número de casos, como a Flórida e Ohio, já são espantosos 456 mil e projetam perto de meio milhão de novos registros da doença, com perto de 1,5 mil mortes.

Na Europa, os novos casos em um dia chegam perto de 850 mil, com a França registrando 208 mil em um dia, pouco mais que o Reino Unido, com 183 mil e que Espanha e Itália, na casa dos 100 mil, cada.

Mesmo que o número de mortes, em razão da vacinação, seja “menor” – pouco mais de 5 mil, somando EUA e Europa – o estrago é imenso e as medidas restritivas, mesmo com forte oposição entre os cidadãos, estão voltando e vão se tornar maiores, inapelavelmente.

Não é possível prever se esta “onda” chegará aqui e se a boa cobertura vacinal que o brasileiro conseguiu, apesar da oposição presidencial, será o suficiente para nos livrar das mesmas situações que estamos vendo lá fora, embora haja sinais preocupantes de um aumento de 53% nos casos, com os dados de hoje, mesmo não sendo contabilizados os caso de São Paulo, o estado com maior população do país.

Mas, sob o ponto de vista da economia, aí, sim, não restam dúvidas de que seremos atingidos.

Não estamos fortes para fazer com que um novo espasmo de crise mundial , caso se confirme, vá bater aqui como “marolinha”.

Neste momento, a manchete do site do NY Times é a de que “Nova York luta para continuar funcionando“, mas que já estão parando as linhas de metrô e os próprios postos de vacinação, porque muitos dos trabalhadores estão doentes.

E vamos nós, de festas e festas, ao melhor estilo “Não Olhe Para Cima”.

Tomara, mesmo, que seja “só uma pedrinha”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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