A reforma da Previdência “subiu no telhado”. Mas, cuidado, lá moram os gatos

lavo

O mercado financeiro reage até agora com timidez à “jogada de toalha” de Michel Temer, no Estadão, praticamente admitindo a derrota de seu projeto de reforma previdenciária- 1% de alta do dólar, embalado também pela quase certeza de que o banco central norte-americano (o Federal Reserve) vai subir os juros por lá, o que chama dólares de volta aos EUA, ainda que em pequena escala.

Mas não creia que a novela está acabada, não.

Ainda se trava uma batalha surda para ver com quem fica o chabu da reforma que não houve. Rodrigo Maia preferia que o Governo desistisse e pedisse a retirada de pauta, para que a “conta”, diante do mercado financeiro, ficasse no Executivo. Temer prefere deixar com os deputados, dizendo que ““Eu já fiz a minha parte nas reformas e na Previdência”.

De um lado e de outro, algo terá de ser feito para compensar a frustração da “turma da bufunfa” com o fiasco.Algo bem mais substancioso que os fracos sinas de “retomada econômica” que catam, aqui e ali para dizer que as coisas vão bem.

É quase inevitável que as agências de classificação de risco, diante do fiasco da reforma, rebaixem, como fez a Standard & Poor’s, a nota brasileira.  A Bolsa e o câmbio, em patamares irreais, também podem ajudar nesse abalo, principalmente porque as ações chegaram àquela situação de que “estão subindo porque estão subindo” sem que haja segurança alguma, para falar o menos,  de que seus resultados correspondam a esta alta.

Afinal, uma valorização de 20% em dois meses é dose para leão crer que não tenha algo de bolha.

A aposta de que a condenação de Lula seria, o “seus problemas acabaram” para o mercado durou pouco.

E, no mundo das finanças, incerteza rima com falta de solidez.

 

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