Sem partidos, a Itália vira um país partido

ital

A Itália chegou lá.

Duas décadas depois da “Operação Mãos Limpas”, a Lava Jato deles, o país acabou-se, pelo menos como unidade nacional.

É só olhar as cores do mapa, onde o azul é a direita (com o predomínio, agora, da Liga (ex-Liga Norte) de origem separatista da região mais rica do país –  – e sempre próxima do fascismo – e o amarelo do Movimento 5 Estrelas, no Sul e nas ilhas,  algo bem pouco definido exceto pela confusão de ideias, como a do “descrescimento”, uma espécie de abandono de avanços econômicos.

Em comum, os dois são, às vezes com mais ou menos discrição, anti-União Europeia, antiimigração e antipolíticos, ainda que a direita carregue (agora com menos poder, porque seu Força Itália teve menos votos que a Liga) o fantasma de Silvio Berlusconi.

Em 20 anos, a  destruição do sistema partidário  coloca a Itália no rumo da destruição da unidade nacional que buscaram por séculos e conquistaram com o Risogimento, há um século e meio

Curiosa e tragicamente, ao lado dos partidos, foi a Justiça italiana quem mais se enfraqueceu, depois de a “terra arrasada” levou Berlusconi ao poder e ele a manietou em muitos aspectos.

Quem sabe os imitadores da Mani Puliti aqui por estas bandas não estejam pensando em outros arremedos da tragédia italiana?

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