Temer quer levar desmonte da Petrobras às refinarias

refvend

Com zero de legitimidade, 3% de aprovação e a menos de um ano da eleição presidencial, o Governo Michel Temer quer ir além do que fez o próprio Fernando Henrique Cardo foi em matéria de venda da Petrobras. Hoje, em O Globo, Bruno Rosa e Ramona Ordoñes noticiam que o comando da empresa está definindo como será  a venda de parte de seis das 14 refinarias da empresa, que somam o refino de 1,235 milhão de barris diários de petróleo, mais da metade da capacidade nacional de processar o petróleo bruto.

Refino de petróleo, como construção de hidroelétricas é negócio de baixa rentabilidade e retorno demorado. Nunca fez parte do monopólio nacional sobre o petróleo e foram, ao longo da história, pouquíssimos – quase nenhum, a rigor, exceto da de  Manguinhos – os casos onde capitais privados se interessaram por construir plantas industriais com este fim.

Mas eles, claro, querem comprar a preço de banana o que foi construído e modernizado – há refinarias com 70 anos de funcionamento, quase – com o dinheiro da Petrobras. Fazer novas refinarias, como é necessário para um país que pretenda se desenvolver, não querem. O Brasil, aliás, passou 20 anos sem obras de porte no setor, exceto por uma de pequeno porte, no Rio Grande do Norte, que leva o nome da líder indígena Clara Camarão.

É evidente que os investidores que se aventurarem – porque é uma aventura se meterem num negócio destes ao final de um governo ilegítimo – só vão se interessar pelo negócio se lhes for dada a garantia de que a política de preços continuar a repassar, imediatamente, as variações de preço para maior do petróleo no mercado mundial.

O que, desde julho, já nos deu um aumento de mais de 16% no preço do combustível, o último deles na sexta-feira, quando o preço médio do combustível passou de R$ 4 por litro e, em estados distantes como o Acre, já ronda os R$ 5/litro.

Sem que se veja, claro, os “movimentos espontâneos” de caminhoneiros bloqueando estradas.

contrib1

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Uma resposta

  1. Imaginem que amanhã um governo progressista venha a querer recompor o controle estatal destas refinarias. Quando há comprador determinado, o vendedor sobe o preço. Quem hoje adquirir estas participações, terá comprado na baixa para vender na alta. Um mega-negócio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *