Video mostra que base da barragem se liquefez. Assista


As imagens que acabam de ser exibidas pela Rede Globo deixam bem claro que foi um processo de infiltração de líquido – água ou lama pouco densa – o que derrubou a barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho.

Não um transbordamento, não uma rachadura no aterro, mas uma imensa mancha de umidade que, durante alguns segundos, aparece bem na base da barragem, que tem 40 anos desde o início de sua construção. Em seguida, suas bordas viram um esguicho de lama, alimentado pela “descida” do copro da barragem, semelhante a um das “implosões” de prédios que assistimos tantas vezes.

Quase ao centro da construção, a impressão que se tem é que um lençol de água ou de rejeitos muito pouco densos, subterrâneo (a barragem estava seca na parte de cima, com vegetação, inclusive árvores de pequeno porte) liquefez a parede de terra do reservatório.

O fenômeno parece ser igual em outro ponto, à direita de quem a olha de frente, aproximadamente no mesmo nível do primeiro, ainda que ambos sejam praticamente simultâneos, até porque tudo é muito rápido.

Não foi, portanto, uma acumulação de água rápida, mas um processo de acumulação lento e progressivo.

Como se formou uma camada tão instável e potencialmente desastrosa sem que os instrumentos de detecção não tenham sinalizado parece ser o “mistério”.

O tão citados piezômetros, aparelhos usados no monitoramento de barragens, medem os níveis de acumulação de água em trechos profundos da barragem e não os detectaram.  Existiam, nessa profundidade, correspondente a períodos antigos? Ou foram negligenciados, em razão da barragem estar abandonada já há algum tempo?

O vídeo que registra a queda da barragem tem a importância equivalente à “caixa preta” de aviões acidentados.

Sabe-se o que aconteceu, falta saber por que aconteceu e por culpa de quem aconteceu.

E se querem responsabilizar a quem de direito.

 

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14 respostas

    1. Um mergulhador ou dois. Cargas de baixo impacto em faixa relativamente estreita, gerando um rompimento gradativo. Infiltração de água e lama pouco densa e, após algumas horas,… voilà! 11/09!!! WTC!!! Águia de Davos e 01 fora da reta! Como são bons os sionistas! Como são idiotas os militares brasileiros! Desconhecem os seus deveres e ficam à espera da ordem direta da Águia de Davos! Eles são “especiais” e não raciocinam sem receberem ordens! “Especialistas humanitários” de Bibi a caminho de Caracas com o “equipamento imprestável” para a lama! Só falta o infarto fulminante do Queiroz, como aquele do Presidente Jango! Esse pessoal é muito bom no que faz. Chega a dar inveja. Inveja boa, taoquei?

      1. Achei estranho tb, logo no momento em que governo bozo ja tava a indo a nocaute.
        Complicado…

  1. Os instrumentos dessa empresa relapsa devem ser na verdade a orelha no chão ,o olhômetro e a vareta de marmelo enfiada na terra de vez em quando. para ver se sai molhada. E os “fiscais” que fazem isso,devem ganhar uns 50 mil por mês.
    Somos mesmo um país de enganadores,, enroladores, trambiqueiros e corruptos, a agora no desgoverno da IDIOTIA TOTAL, eles estão crescendo como trepadeira.

  2. Como se formou uma camada tão instável e potencialmente desastrosa sem que os instrumentos de detecção não tenham sinalizado parece ser o “mistério”
    Elementar, meu caro Brito. Os instrumentos foram trazidos por militares israelenses.

  3. Mas, não é´o governo do Bostnaro que gostava de falar em mar de lama??? Em Minas dizem: quem deve a Deus paga-se ao Capeta.; Tai o mar de lama e pelo visto tá vindo por ai muito mais mar de lama.

  4. Primeira costatação é que as tecnicas de manutenção eram insuficientes, ora o que entrou em colapso foi a primeira barragem cronologicamente, ente as sucessivas barragens a montante. Quando construida, a 40 a anos, provavelmente não se levou em conta tanto acrescimo na altura e portanto tanto impuxo na base como ocorreu. Agora culpar os engenheiros da fiscalização é desumano, a menos que tenham comprovadamente fugido às regras frouxas aprovadas pelos lobistas no legislativo. Nesse caso, são os políticos, os loistas e seus financiadores os responsáveis. Como sempre a responsabilidsde vai para os mais fracos. O CREA tem que se posicionar e exigir apuração antes de punir os engenheiros. Prenderam afoitamente os engenheiros e soltonhos da silva os dirigentes, que qualquer resultado nas investigações os colocarão como co-autores. Esse é o Brasil dss elites.

  5. Caro F. Brito, não há apenas monitoramento remoto. Barragens de terra minam agua, se a agua é translucida a barragem está saudável, se a água fica turva é porque há movimentação da estrutura de terra. Se os pontos onde a água mina aumentam é outro indicativo de evolução de falha.

    Outro aspecto é saber se a equipe estava habilitada para entender o que os instrumentos indicavam. Se as pessoas não sabem o que indicam os instrumentos ou se não há critérios claros é o mesmo que não ter.

  6. Eu não acho que tenha ocorrido liquefação, pois esse é um fenômeno comum em argilas marinhas. Tá com cara de ruptura por cisalhamento na base, porque se trata de uma barragem alteada a montante. O trecho circulado mostra o maciço da primeira barragem construída antes do primeiro alteamento. Notem que na crista também já ocorreu a ruptura, visto que o maciço lá desceu alguns metros. Toda a massa se moveu deslizando para jusante, o que é típico de ruptura por excesso de carga. Essa barragem foi alteada demais. A primeira barragem na parte mais baixa estava proxima do maciço de rejeitos, por isso vazou imediatamente. Os piezômetros medem o nível da água no maciço da barragem. Não ajudaram na avaliação da ruptura por cisalhamento. Para mim é caso de barragem mal projetada, mal construída, mal instrumentada. Tudo em nome do lucro. É a minha aposta. Se quiserem ver uma ruptura em modele e terem uma noção do porquê da necessidade de piezômetros vejam esse vídeo até o final :
    https://www.youtube.com/watch?v=bWEWVw7TGk4

  7. Como técnico da área de mineração, eu já havia afirmado: uma barragem não se rompe de repente. O rompimento é um processo, não um fato súbito. A barragem estava inativa e havia um projeto para reprocessar o rejeito. Não é crível que a direção da companhia não tenha sido comunicada do risco que havia; a empresa possui corpo técnico qualificado e certamente a alta direção foi notificada do iminente risco de a barragem se romper e causar devastação ambiental e humana que se verificou. Promotores e juízes querem agora aparecer à custa de engenheiros que emitiram laudo atestando boas condições da barragem, mas até agora nada se falou sobre a responsabilização da alta direção da mineradora.

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