Bolsonaro: “Ficar em casa não resolve nada”.

O ministro da Saúde, se fosse um homem de bem, pegaria o boné e iria embora.

Jair Bolsonaro, fez, nas suas barbas, um novo chamado a que as pessoas saiam normalmente de suas casas para trabalhar, mesmo na hora em que o país está para passar das 4 mil mortes diárias.

Nenhum lamento, nenhum luto, nenhuma providência.

Só a sabotagem do pouco que temos de medidas para evitar o contágio de 90 mil brasileiros por dia, mesmo insuficientes.

“Ficar em casa não resolve”, diz ele, para espanto do mundo que diz “stay home“.

Será o o tiozão do botequim, que até passou a usar máscara, ainda que com o narigão de fora, vai ouvir os conselhos de algum cientista, quando o “Bolsonaro que não erra uma” manda ele ir para a rua?

Só os muito tolos e os espertalhões que se servem de tudo para arranajar algum negócio e que se servem da atuação deste genocida, deste sabotador dos esforços para que não morram mais pessoas do que os milhares que já morrem hoje.

Alguém acha que Bolsonaro faz isso porque é ignorante, burro, tacanho? Não, faz porque é um genocida, porque quer atirar a culpa de uma imensa crise nas costas de quem pede que se poupem as vidas dos milhões que têm de tomar ônibus lotados. E que encontra eco em gente de classe média, bem isolada em seus carros com ar-condicionado, que vão contar a féria dos negócios bem longe dos pobres trabalhadores que vieram torná-la possível.

O Brasil está cheio de gente má, pior que o vírus.

 

 

 

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