Bovespa terá uma “quarta-feira” de devastação

O mercado financeiro esperava que, hoje, o pregão das ações nos EUA apresentassem, ao menos, uma leve recuperação, com algumas compras de oportunidade depois da mega queda de 3,5%, ontem.

Mas parece que as notícias – mais casos de coronavírus na Coreia do Sul (1.000, agora) e Itália (perto de 300) e registros pioneiros em países europeus – Áustria, Espanha continental, Suíça e Croácia – que estavam ainda livres do problema não permitiram mais que, até aqui, uma queda extra de, neste momento, 1% mais.

O fato é que a Bolsa de Valores abre amanhã, à uma da tarde, com potencial para que ações importantes como as da Vale, Petrobras e Gerdau caiam, de imediato, na faixa de 8% e as dos bancos (Itaú, Bradesco e Banco do Brasil) em torno de 5%.

Vai ser coisa de lembrar o velho “circuit braker”, aquela regra que suspende a compra e venda de ações quando a queda chega a 10% e que, os últimos 20 anos, só duas vezes aconteceu: na crise do subprime e, 2008, e na gravação de Joesley Batista com Temer, em 2017. Não deve chegar lá, mas vai lembrar aqueles dias.

Desta vez, porém, não é surpresa, é apenas a irracionalidade de um mercado voraz, habituado a ganhar muito em pouco tempo e que arrastou para lá as economias e boa parte da classe média.

Muito dinheiro vai mudar de mão. E para mãos nada bobas.

A tal “fada da confiança”, figura usada pelo Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman para explicar políticas baseadas no “tudo vai dar certo”, depois de trabalhar duro nos últimos tempos, foi brincar o carnaval e demora a voltar.

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