Inflação cai, mas preço dos alimentos sobe forte.

Escrevi, dias atrás, que os índices de comportamento de preços – e vários outros – de pouco serviriam para pensar políticas econômicas, pelo fato de que suas atividades estão praticamente paralisadas e a coleta de dados, não presencial, levaria a enormes distorções.

Assim é com a inflação baixíssima divulgada hoje pelo IBGE: 0,07 em março, mínima de muitos anos.

Nela, de importante, se embute apenas o crescimento do preços dos itens de alimentação, absolutamente diferente disso.

Subiram 1,13% no mês, dez vezes mais que no mês anterior.

E foi alimentação, praticamente, o que se comprou neste período de semiquarentena. Quase todo o resto ficou no zero ou próximo disso porque parou, querendo ou não.

Como, para os mais pobres, alimentação é quase tudo o que seu dinheiro pode comprar – quando pode comprar – é sinal de que precisa ser dada atenção à assistência alimentar aos milhões de excluídos deste país, diretamente, muito além do pequeno auxílio que o governo lhes destinou e que, além de demorado, tem tudo para dar confusão ao ser implementado, daqui a dias.

É um sinal de alerta a mais, num governo onde os sinais de alerta têm sido sistematicamente ignorados.

 

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