Tirar dos pobres para ganhar o voto, este sempre foi o plano

Na Amazônia, no Pantanal e também na Esplanada dos Ministérios, onde há fumaça há fogo.

Jair Bolsonaro anunciou em alto e bom som que “não tiraria dos pobres para dar aos paupérrimos”, quando auxiliares de Paulo Guedes sugeriram tirar a correção das aposentadorias e acabar com o abono do PIS. Chegou até a falar em “cartão vermelho” a quem insistisse nisso, como fazem juízes de futebol mais espalhafatosos que severos.

Na Folha e no G1, porém, semanas depois disso, a equipe de Guedes continua planejando como entrar na canela dos mais pobres e indefesos do país.

Guedes quer insistir em propostas vetadas por Bolsonaro, diz o jornal paulista e Gerson Camarotti e Mateus Rodrigues, no G1, confirmam que “Para criar Renda Cidadã, governo estuda desindexar aposentadorias e pensões superiores a 1 mínimo“.

Os aposentados do INSS, claro, porque isso não incidiria com os proventos “boi na sombra” do Judiciário nem das Forças Armadas, que não são gente com a qual se possa bulir assim.

A estratégia é mais que clara: de um lado, deixar passar o processo eleitoral que vai até o final de novembro, com o 2° turno das eleições e não perder votos de milhões de aposentados e pensionistas, que darão votos a candidatos que apoiam ou aceitam o presidente; de outro, pressionar o Congresso, com a iminência do desastre que será a cessação do abono emergencial a partir de 1° de janeiro a aprovarem estas monstruosidades em nome dos “paupérrimos”.

Manipulações econômicas com interesses eleitorais são velhas como a Sé de Braga.

A única coisa estranha que há é que a oposição não se aperceba disso e mostre ao eleitor que votos em bolsonaristas, mesmo os “aderentes”, são a porta aberta para esta “redistribuição de miséria”, deixando intocados os interesses dos mais ricos e seu sagrado “teto de gastos”.

 

 

 

 

 

 

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